Varal de Cordéis Joseenses

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Décimas: "O migrante joseense merece nosso respeito"

por Paulo R. Barja
 
Vivo aqui em São José
dos Campos e sou feliz,
mas sempre que alguém me diz
que “migrante é só ralé”,
logo respondo: “Não é!”
Já chega de preconceito:
não dá pra ser desse jeito
e, se um perde, ninguém vence:
o migrante-joseense
 merece nosso respeito!
 
Mora-se às vezes bem mal,
mas nunca porque se queira:
ninguém faria a besteira
de pensar que isso é legal.
Que a justiça seja igual
pra todos, isso é perfeito:
ser pobre não é defeito
pra paulista nem cearense:
o migrante-joseense
merece nosso respeito!
 
Não se pode achar normal
taxar um homem de “imundo”,
de “drogado” ou “vagabundo”,
só por causa de um local.
No hospital municipal,
cada quarto, cada leito
é do povo por direito:
ao povo todo pertence!
o migrante-joseense
merece nosso respeito!
 
Quem constrói uma cidade,
muitas vezes, vem de fora;
já está passando da hora
de saber que isso é verdade.
Vejam: universidade,
Embraer e até prefeito...
Eu mesmo vim, disse: “Aceito
trabalho que me compense!”
o migrante-joseense
merece nosso respeito!
 
Também sei de muita gente
que nasceu em São José
e migrou, com força e fé,
pra destino diferente.
Basta ser inteligente
para entender que o sujeito
trabalha mais satisfeito
ao ser respeitado. Pense!
o migrante-joseense
merece nosso respeito!
 
Não importa o paradeiro:
o homem produz Vida e Arte
por aqui, por toda a parte,
doando-se por inteiro.
Viva o povo brasileiro,
misturado assim, perfeito,
com amor dentro do peito

e a alma sempre circense:
o migrante-joseense
merece nosso respeito!
 
 
(obs.: este é um dos poemas integrantes do "Cordel da Cidadania")
 

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