Varal de Cordéis Joseenses

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(Sugestões de temas são bem vindas!)



segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

CJ 92 - Caminhos interrompidos (Sobre as bicicletas brancas)

O cordel joseense 92 fala sobre as ghost bikes, as bicicletas brancas que são colocadas em pontos do espaço público para homenagear ciclistas que morreram vitimados por acidentes nestes pontos. O maior desafio, aqui, foi criar um texto que trouxesse lirismo sem perder a contundência, que falasse sobre duras verdades sem pesar demais e mantendo a nota de esperança. Espero ter conseguido... Seguem capa, contracapa e o texto completo:





A cidade é um território
bem repleto de disputas,
com muita gente indo e vindo,
rotinas por vezes brutas
onde a questão do transporte
é uma entre muitas lutas.

Deslocar-se por aqui
é um desafio gigante;
seja no meio da rua,
na calçada... a cada instante,
a atenção deve ser plena,
pois o perigo é constante.

Vamos falar, nestes versos,
de uma questão bem urbana.
O trânsito da cidade
é coisa que nos engana,
e que, além da engenharia,
tem dimensão muito humana.

As Ghost Bikes joseenses
serão aqui nosso assunto
mas, antes de prosseguir,
para vocês eu pergunto:
já viram as bikes brancas
pintadas, com flores junto?

Elas significam muito,
pois trazem emoção franca:
exposta sobre a calçada,
cada bicicleta branca
é uma vida interrompida
que o trânsito nos arranca.

Essa exposição aberta
quer ser lírica homenagem
às famílias e aos amigos
dos que fizeram passagem
ao plano pós-existência,
nessa mais longa viagem.

Sei que o tema é doloroso,
mas a conversa é devida
e essa questão urbanística
não pode ser escondida.
Lembro que falar da morte
também é falar da vida.

Cada bicicleta branca
que é na cidade instalada
simboliza uma existência,
sendo assim posicionada
no ponto exato onde a vida
de um ciclista foi roubada.

Há, pois, caráter simbólico
nessas brancas bicicletas,
elementos paisagísticos
que, em suas curvas e retas,
são intervenção urbana,
trazendo histórias completas.

Estas bicicletas brancas
existem no mundo inteiro:
Roma, Paris, Nova Iorque...
E nosso exemplo primeiro
tem a alma joseense e
paulistano paradeiro.

Juliana foi pra Sampa
com sua bike; faleceu
atingida por um ônibus;
na Paulista é que ocorreu
essa tremenda tragédia
que a todos nós abateu.

A “ciclovia da Andrômeda”
(a primeira, em São José)
homenageia Juliana,
exemplo de vida e fé
no poder das bicicletas
- quem usa, sabe como é.

Já em terreno joseense,
a ghost bike inicial
fica no Jardim Paulista,
ali na zona central,
onde o jovem Luiz Augusto
foi a vítima fatal.

Os próprios familiares,
com ajuda fornecida
por amigos e ciclistas,
instalaram a devida
homenagem que até hoje
é bem cuidada e mantida.

Na Zona Sul, outra bike
em urbana intervenção
lembra Roberta e Melissa,
mãe e filha, judiação,
colhidas e vitimadas
por infeliz caminhão.

Na Zona Leste, um tributo
a uma nobre moradora:
Marilene usava a bike
no serviço – vendedora
de cosméticos e exemplo
de mulher trabalhadora.

Na Zona Norte, Josias,
16 anos de idade,
o viaduto atravessava
rumo ao Parque da Cidade
- vitimado, é mais um anjo
de bike. Deixou saudade...

Um outro jovem, o Robson,
também teve esse destino,
falecendo aos 19
por conta de um desatino:
rapazes fazendo racha
vitimaram o menino.

Rosival, lá de Alagoas,
veio para trabalhar
e estava feliz: de bike,
conseguiu trabalho achar,
porém foi atropelado
no dia de começar.

Ariel, de 36,
morava na Zona Leste;
trabalhava no Jardim
das Indústrias, Zona Oeste.
Hoje é outro anjo ciclista;
que nosso poema ateste.

O Marcos, de 37,
ia a Campos do Jordão;
na altura de Tremembé,
foi atropelado e não
resistiu aos ferimentos,
o que gerou comoção.

Na Estrada do Jaguari,
Zona Norte, área rural,
mais um caminhão gerou
outra vítima fatal:
morreu Nezinho, de bike,
sem ter feito nenhum mal.

E a ghost bike da Avenida
dos Astronautas? Lição:
quem instalou foi a filha
do Francisco (o “Chicão”),
atropelado por moto.
Cabe aqui observação:

Nesse caso, o motoqueiro
tratou de se aproximar
da família do Chicão
e fez questão de ajudar
a instalar a bicicleta.
Celso, assim, foi exemplar.

Muita história pra contar
tinha o “Zuzu”, Josué:
mais de 80 anos de idade
e nunca ficava a pé
- a vida inteira usou bike,
  pois nela botava fé.

Josué caiu por causa
de um buraco que não viu
na calçada e, já na pista,
um motorista o atingiu.
O SAMU foi acionado,
mas Josué não resistiu.

A calçada, por sinal,
ainda não foi nivelada,
mesmo tendo a prefeitura
sido já comunicada;
enquanto os buracos seguem,
a travessia é arriscada.

Contamos estas histórias
pra embasar questionamentos,
reflexões sobre a vida,
decisões e sentimentos:
queremos mobilidade
com afeto e sem lamentos.

Precisamos de um convívio
saudável dos motoristas
com pedestres, cadeirantes,
ciclistas, motociclistas;
com artistas dos semáforos,
ambulantes e skatistas.

O problema do transporte,
vemos, não escolhe idade
e o perigo invade todas
as regiões da cidade,
zona urbana e até rural,
em qualquer velocidade.

Na rede de amor e afeto
dos ciclistas vitimados,
seus parentes, seus amigos
não querem ficar calados.
Às vezes, duras verdades,
eles dizem, indignados:

– A prefeitura é bem rica
e pra tudo tem dinheiro,
mas “segurança no trânsito”
parece não vir primeiro.
Preferem ponte, que é cara,
mas rende bem a empreiteiro.

A infraestrutura urbana
não acolhe, é bem precária;
fazem pontes só pra carros,
sem visão humanitária...
Ciclovias mais seguras:
ISSO é obra necessária!

O uso racional dos carros
e das motos, minha gente,
mas principalmente o transporte
coletivo eficiente
ajudam toda a cidade,
pois preservam o ambiente. 

Vão os ciclistas urbanos
vivendo suas mazelas
e percorrendo a cidade
por vias feias e belas,
rumo ao trabalho e ao estudo,
sempre nas suas magrelas.

A vida, enfim, segue em frente
com acertos e deslizes.
As ghost bikes já fazem parte
da paisagem: cicatrizes
que pedem calma e afeto
para dias mais felizes.

Monumentos à memória
para sensibilizar
ao cuidado coletivo:
precisamos despertar
e nossa cidadania
devemos exercitar.

Junto às bicicletas brancas,
cada palavra que é escrita
como homenagem à vida
faz com que a gente reflita
e esse carinho sincero
deixa a cidade bonita.

Preservação da memória:
cuidado e dedicação
de alguém da comunidade
fazendo a conservação
das bikes, do espaço público...
Isso aquece o coração.

Caminhos interrompidos,
vidas não mais invisíveis:
pela intervenção urbana,
histórias inesquecíveis
são assim retransmitidas
para cidadãos sensíveis.

Em meio ao caos da cidade,
a bike branca nos convida
a olhar pra cada ciclista:
“aqui pedala uma vida;
 chega de mortes no trânsito”,
pede a alma comovida.

          P ressa é coisa perigosa,
          A prendemos e aceitamos;
          U nidos é que ensinamos
          L ição simples, poderosa.
          O nde a vida é mar de rosa?
          B om é viver consciente,
          A ceitando o diferente,
          R espeitando cada irmão,
          J untando verso e canção
          A o que dá sentido à gente.


Saiba mais sobre o tema deste cordel:
www.facebook.com/pg/ghostbikes/
ghostbikesjc.wixsite.com/fccr

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Apresentação do Cordel Joseense 91 em evento no INPE

   Segue o link para a apresentação do CJ91, cordel sobre um projeto social e educativo desenvolvido por René Novaes Jr (INPE) e diversos parceiros. Viva a pesquisa social e colaborativa!


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

CJ 90 - Cordel Pela Amazônia




Saudações, caros amigos!
Não vou fazer cerimônia
para tratar de um assunto
que tem provocado insônia
- precisamos refletir
  e falar sobre a Amazônia.

A Amazônia representa
mais de 50 por cento
das florestas tropicais
do planeta. Não invento:
Amazônia, meus amigos,
é universo e não fragmento.

O bioma é muito rico:
ficamos impressionados
pelo número de plantas
e animais catalogados
em mais de cinco milhões
de quilômetros quadrados.

Um naturalista austríaco,
Carl von Martius, precisou
de 15 imensos volumes
- foi onde ele compilou,
 no século dezenove,
 fauna e flora que observou.

A biodiversidade
é imensa neste ambiente:
há mais de 14 mil 
diferentes plantas, gente!
Quase 7 mil são árvores,
diz um estudo recente.

Disso tudo, o mais incrível:
veja uma árvore apenas
e você estará diante,
simplesmente, de centenas
de animais, microorganismos,
vidas grandes e pequenas.

Um paradoxo, porém,
em pesquisas percebi:
a tão falada Amazônia,
hoje é sim, pelo que vi,
centro de atenções no mundo,
mas... periferia aqui.

Estima-se em 10 por cento a
fotossíntese do mundo
nas árvores da Amazônia:
é um processo fecundo.
Pensar que está ameaçado
causa desgosto profundo.

Nos versos deste cordel,
para vocês eu explico:
a questão é que o Brasil
em Natureza é bem rico,
mas quem desmata, saqueia
- mais que pagar, mata mico.

Quanto ao ciclo de carbono,
várias décadas de estudo
são necessárias pra gente
compreender, não me iludo.
Quem pesquisa a vida inteira
ainda não entende tudo.

Por isso mesmo é que aquele
que à pesquisa se dedica
merece nosso respeito:
toda humanidade fica,
no estudo, mais consciente
e, em sabedoria, rica.

“Louvado sejas, Senhor,
 por nossa irmã, a mãe Terra”,
disse Francisco de Assis,
séculos antes da guerra
por recursos naturais
que hoje, quem teme não erra.

Disse o papa em sua encíclica:
internacionalizar
o controle da Amazônia
só faria piorar
os problemas sociais,
pra que alguns possam lucrar.

Ecologia integral:
tema atual e fecundo:
Esse novo paradigma
é um modo de ver o mundo
em que tudo se interliga
com laço real, profundo.

Não há como fragmentar:
aquecimento global,
veneno e desmatamento
geram crise social:
o mais pobre é quem mais sofre
com o drama ambiental.

As alterações climáticas
geram chuva e seca extremas,
trazendo para a Amazônia
desafios e problemas
que ninguém vai resolver
fazendo telefonemas.

Os índios têm aguçada
percepção ambiental.
Sabem ler a natureza
e, se acontece algum mal
à floresta, rapidinho
eles captam o  sinal.

É necessário escutar
cada voz amazonense;
respeitar tudo  que sabe
quem ali já vive. Pense:
temos muito a aprender
e assim todo mundo vence.

Borracha, madeira, peixe,
açaí, folhas, raízes
que têm poder curativo
fazem os índios felizes.
Extrair sem destruir:
saibamos ser aprendizes.

Por outro lado, também
temos coisas a ensinar:
morador local não deve
se deixar intimidar
e, se for ameaçado,
precisa denunciar.

Um caminho essencial
é educar comunidade:
matriz ecopedagógica
tratando em profundidade
resiliência a desastres
e sustentabilidade.

Na Amazônia (e não só lá),
com a urbanização,
houve muitos diferentes
tipos de transformação.
Cidades agora emergem
como importante questão.

Mas cidades - ouçam bem
este "aviso aos navegantes" -
com fraca infraestrutura
e 20 mil habitantes
ou até menos que isso,
vivendo hoje como antes.

Falha a economia urbana,
subempregos são gerados...
Os recursos federais
têm que ser compartilhados
e estes repasses precisam
logo ser repactuados.

Há um contraste permanente:
carência em meio à abundância.
Hospital e água tratada
precisam vencer distância
e a qualidade de vida
é baixa e sofre inconstância.

Matéria prima é exportada;
falta comida na mesa.
Temos culpa no cartório
pois louvamos “a riqueza
da Amazônia” - e que fazemos
pra combater a pobreza?

A realidade histórica:
economia de saque
nunca ajudou nosso povo
- ao contrário, traz um baque.
A riqueza vai pra fora
e até índio sofre ataque.

Mas essas dificuldades
poderão ser superadas
se as riquezas naturais
forem logo associadas
a cadeias produtivas
novas, verticalizadas.

Açaí, antigamente,
era sempre desprezado;
da árvore, só o palmito
é que era aproveitado.
Hoje o fruto tem valor
bilionário no mercado.

Qualificando mão de obra
local, com a emergência
de uma economia verde
com apoio da ciência,
o povo conseguirá
minimizar dependência.

Cacau virar chocolate
na própria comunidade
será uma revolução:
garantindo qualidade,
um "chocolate amazônico"
pode ser realidade.

Preservação da Amazônia:
quem ouve falar no tema
pensa logo em bicho e planta,
mas e o povo? Eis o dilema:
capitalismo sem freio
desmata e só traz problema.

Isso acontece porque,
quando no verde se fala,
tem gente que pensa em dólar,
quer ficar rico “na bala”...
Isso a gente denuncia,
pois o cordel não se cala.

Há uma questão econômica:
gado e soja, se há aumento
de cotação no mercado,
levam ao desmatamento.
Mas já soubemos vencer
essa pressão. Fique atento:

O desmate foi contido
num período de 6 anos
(2006 a 2012)
por decisões sem enganos.
Relato agora dois pontos
com que se conteve danos:

1) Houve restrição de crédito
a produtor-predador
2) e se equipou fortemente
o IBAMA, bom protetor,
aumentando assim o nosso
poder fiscalizador.

Há três fontes principais
de riqueza na floresta:
áreas extensas de solo,
madeira (muita ainda resta)
e produtos naturais
em que Deus se manifesta.

A mata possui, nas folhas
e nas raízes também
a cura mais natural
pros males que o homem tem:
cientistas comprovaram 
o que os índios sabem bem.

Mas a ciência deseja
para todos esta cura
e a indústria farmacêutica 
insiste numa loucura: 
rouba, patenteia e cobra
- só no marketing é "pura"!

Parece querer que o pobre
trabalhe só na extração
daquilo que lhes dá lucro,
mas, depois da produção,
só pra quem tem muita grana
é que chega a salvação.

Há solução para isto?
Sim! É preciso investir:
financiando a pesquisa,
o governo faz surgir
medicamento barato
que pro povo vai servir.

A natureza trabalha
e produz com abundância, 
mas nada é acumulado:
é usado sem ganância.
Vida é colaborativa,
tem respeito e tolerância.

O desafio amazônico:
conciliar conservação
da floresta, rios e árvores,
com a boa condição
de vida, justo desejo
de toda a população.

O mercado interno tem
importância capital;
requer que não haja abismo
social nem cultural
- e a inclusão se promove
  por via educacional.

A Amazônia é estratégica
para os planos nacionais,
mas há que se garantir
aos habitantes locais
imediato acesso aos bens
públicos fundamentais.

Um caminho a ser pensado
pode ser o Pagamento
por Serviço Ambiental
a quem tira seu sustento
da mata mas não desmata
e inda produz alimento.

Eis um apoio importante
para a meta desejada:
cobertura vegetal
mantida ou recuperada
com biodiversidade
garantida e preservada.

Na Amazônia há muitos rios,
avenidas fluviais
onde habita o peixe-boi
(com três metros, quase ou mais),
junto a microorganismos,
outros peixes e animais.

Quando a agricultura faz
uso de fertilizantes,
estes poluem os rios
com reflexos preocupantes.
Com o mercúrio, o garimpo
já contaminava antes...

O garimpo atinge em cheio
os rios, o meio ambiente
e os povos originários:
o índio fica doente,
com malária e diarreia...
Homem branco inconsequente!

A verdade é triste mesmo,
mas não vamos recuar:
um grave problema agora
precisamos abordar,
para que o país inteiro
possa se conscientizar.

Quadrilhas extraem madeira
e ameaçam moradores.
Miram, por exemplo, ipê,
que sempre tem compradores.
Usam trator, motosserra e
caminhões carregadores.

Depois de extrair madeira,
falsificam sua origem:
fraudam planos de manejo
- só de falar dá vertigem -
e abrem espaço pro fogo,
sem se importar com fuligem.

Cada "árvore valiosa"
é depressa retirada
e o que fica é só clareira
vulnerável a queimada.
Meses depois, os bandidos
completam sua empreitada:

com o terreno já seco,
queimam mais e, enquanto agem,
geram documentos falsos
- a conhecida grilagem.
Depois do capim plantado,
o boi completa a paisagem.

Muitos dos que lutam contra
estes acontecimentos
são perseguidos e mortos,
pra nossa dor e lamentos.
A Igreja diz: em 10 anos,
morreram mais de 300.

Um paradoxo cruel:
reduziu-se a ocorrência
de multas ambientais!
Bandidos ganham clemência
e há mesmo quem esbraveje
contra alertas da ciência...

A estimativa que temos
hoje aponta pra desgraça:
duas mil árvores caem
num minuto que se passa!
Não seremos coniventes:
rejeitamos a mordaça.

Muito deserto atual
pelo homem já foi feito.
Desertificar a mata
nunca foi nem é direito.
É tarde? Nós protestamos
pela Vida enquanto há jeito.

Se a violência prossegue
e a floresta é devastada,
há sanções comerciais:
não se investe ou compra nada.
Assim, nem a economia
justifica essa jornada.

O que todos defendemos:
o fim de ataques verbais
contra os ativistas, índios 
e ONGs ambientais,
que devem ser apoiados
pra que ninguém morra mais.

Falemos menos:  lutemos
pra salvar o que nos resta.
Desliguemos motosserras,
calemos o que não presta.
Somente assim, em silêncio,
ouviremos a floresta.

É preciso retomar
toda a fiscalização.
Desmatamento ilegal
merece um sonoro "NÃO!"
e que o povo da Amazônia
tenha nossa compaixão.

Temos que honrar a memória 
de Rondon, Darcy Ribeiro
e do grande Chico Mendes,
ativista e seringueiro
que defendeu com a vida
este solo brasileiro.
Paulo R. Barja


REFERÊNCIAS CONSULTADAS

BETIM, F. O inédito respaldo do Planalto a garimpeiros de áreas protegidas na Amazônia. El País, 17/09/2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/17/politica/1568756593_921467.html. Acesso: 18 set. 2019.

CAMILO, M. Amazônia Real, 21/21/2017. Disponível em:  https://amazoniareal.com.br/garimpo- provoca-a-morte-de-rios-e-traz-doencas-ao-indios-munduruku-no-para/. Acesso: 18 set. 2019.

CASTRO, F. Micróbios das Florestas. Agência FAPESP, 14/01/2011. Disponível em: http://agencia.fapesp.br/microbios-das-florestas/13319/. Acesso: 18/9/2019.

COUSTEAU, J. Ode à Amazônia - A Grande Aventura de Cousteau, v.34. Barcelona: Altaya, 1997.

GADELHA, A. No Acre, jovens aceitam subempregos e mudam de cidade para fugir da informalidade. G1, 21/06/2019. Disponível em: https://g1.globo.com/ ac/acre/noticia/2019/06/21/no-acre-jovens-aceitam-subempregos-e-mudam-de-cidade-para-fugir-da-informalidade.ghtml. Acesso: 18 set. 2019.

GLOBO/AFP. Agricultura na Amazônia 'alimenta' formação de mancha gigante de algas marrons. O Globo, 03/08/2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/agricultura-na-amazonia-alimenta-formacao-de-mancha-gigante-de-algas-marrons-23853721. Acesso: 19 set. 2019.

GORTÁZAR, N.G. Brasil só julgou 14 dos 300 assassinatos de ambientalistas da última década. El País, 17/09/2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/16/politica/1568661819_648829.html. Acesso: 17 set. 2019.

MELO, A. F. Dilemas e desafios do desenvolvimento sustentável da Amazônia: O caso brasileiro. Rev. Crít. de Ciências Sociais, 107, p.91-108, 2015. Disponível em: https://journals.openedition.org/rccs/6025. Acesso: 16 set. 2019.

MOON, P. Pesquisadores revelam diversidade de plantas na Amazônia. Agência FAPESP, 23/10/2017. 
Disponível em: http://agencia.fapesp.br/ pesquisadores-revelam-diversidade-de-plantas-na-amazonia/26468/. Acesso: 12 set. 2019.

MOTA, E. Câmara aprova projeto que prevê pagamento para quem preservar meio ambiente. Congresso em Foco, 03/09/2019. Disponível em:
https://congressoemfoco.uol.com.br/congresso-em-foco/camara-aprova-projeto-que-preve-pagamento-para-quem-preservar-meio-ambiente/. Acesso: 19 set. 2019.

PORTAL AMAZÔNIA. Professor do Pará lança livro sobre a relação entre desmatamento da Amazônia e pobreza, 16/01/2019. Disponível em: http://portalamazonia.com/noticias/professor-do-para-lanca-livro-sobre-a-relacao-entre-desmatamento-da-amazonia-e-pobreza. Acesso: 19 set. 2019.