Varal de Cordéis Joseenses

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Vídeos (seleção)

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domingo, 23 de outubro de 2016

CJ 69 - O Cordel da Liberdade

Feito por encomenda para um curta metragem de animação produzido por Pedro Palma e Ronaldo Ramos (FCSAC/UNIVAP), o Cordel Joseense 69 conta a história de um garoto paulistano que adorava a cultura oriental, mas (ainda) não conhecia um certo bairro...


José da Silva nasceu
na perifa paulistana.
Filho de família simples,
que não tinha muita grana,
estudava e ajudava
os pais durante a semana
(...)
Paulo R. Barja

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CJ 68 - "Não tenho como provar, mas tenho convicção!"


Saiu em setembro o Cordel Joseense 68. Trata-se de um cordel político satírico, "levemente baseado em fatos reais"... Composto em décimas, vem com uma novidade: é o primeiro Cordel Joseense a ter notas de rodapé, para contextualizar as citações/referências.



domingo, 10 de julho de 2016

"Fico cada vez mais rico" (sextilhas)

 - Produção Coletiva a partir da Oficina de Cordel ministrada no SESC Taubaté (9/julho/2016)


Distraído estava eu
pelo SESC a caminhar
e o caderninho de eventos
comecei a folhear;
pensei em jogar basquete, 
mas no cordel fui ficar.

A oficina era livre
para quem quisesse entrar
numa nave cultural
- não saía do lugar,
porém quem nela embarcasse
poderia viajar...

Nosso ponto de partida
foi a Europa Medieval;
voamos uns quatro séculos,
passamos por Portugal
e com Leandro de Barros
cá chegamos afinal.

Muita coisa eu aprendi
e ainda vou ensinar
cada vez que venho aqui
ou qualquer outro lugar:
fico cada vez mais rico 
na cultura popular!

Autores:
André Luiz, Felipe Oliveira, Paulo R Barja, Renan WM, Renata P Cursini, Rubens Júnior

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CJ 67 - Um Olhar Antropológico (a benção, mestre Brandão!)


(homenagem a um professor e principalmente ser humano inspirador: viva Brandão!
obs.: atentem para as duas opções de capa: dois belíssimos trabalhos de Tina Lemos)

No Brasil, em 5 séculos,
muita coisa já mudou;
a diversidade é tanta
que um dia até me assustou:
antropólogo de bic
e o índio com datashow.

Antigamente, as palestras
- explicou mestre Brandão –
não eram “de meia hora”,
tinham longa duração:
Falava-se até 3 horas
sem haver contestação! 

Os encontros com Brandão
são sempre muito informais:
muitos causos diferentes,
papos francos e atuais
sem desfilar o currículo
- seria chato demais.

Nossa vida é muito doida:
trabalha-se até na cama
lendo trabalhos diversos.
Quando o compromisso chama...
“Brandão, você resolveu
dar palestra de pijama?”

Uma fala bem bonita
e também reveladora:
TODO SABER TEM CONTEXTO!
Tenha a alma acolhedora.
Quando se fala de almoço,
a cozinheira é doutora!

A pergunta crucial
a fazer: O QUE É CULTURA?
Será que é coisa do Homem,
com a sua arquitetura
de pensamentos e coisas?
Mas... e a Natureza pura?

Até mesmo o chimpanzé
(nessa hipótese me amarro),
depois de ser ensinado
pode bem dirigir carro...
Mas o melhor arquiteto
pra casa é o João de Barro!

A ciência nos ensina,
às vezes comete enganos,
mas temos a mesma origem:
SOMOS TODOS AFRICANOS.
Saber transformar o mundo
é o que nos faz ser humanos.

Levi Strauss diz outra coisa:
já moramos em cavernas,
mas o que nos faz torna homens
são transformações internas.
Mudar, dentro de nós mesmos:
as mudanças são eternas.

Carregamos, desde sempre,
marcas no DNA,
mas nossas leis sociais
existem, lá como cá,
criadas para o convívio
harmônico – é o que há.

Com o tempo, nós passamos
da fase só do SINAL
para uma era de SIGNOS,
evolução bem real,
até atingir os SÍMBOLOS:
fineza intelectual.

Fazemos, o tempo inteiro,
valiosas reflexões;
com isso, criamos regras
e algumas proibições
traduzidas em complexos,
em tabus e restrições.

Há princípios a seguir
até pra gerar herdeiros
e normas que são ditadas:
circular bens e parceiros
exige certos cuidados
- não basta seguir os cheiros...

Seguimos assim a vida.
Olhamos para as estrelas.
Na madrugada, em silêncio,
Como é fantástico vê-las!
(Se for em Minas Gerais,
erga as mãos e irá prendê-las.)

Temos até rituais
para reciprocidade:
são festas de aniversário,
encontros pela cidade,
folias de Santos Reis,
horas de felicidade.

Na MODERNIDADE LÍQUIDA,
a cultura, fragmentada,
do liquidificador
sai bastante transformada.
Até crença religiosa
muda a cada temporada!

São dimensões da cultura
as PRÁTICAS DO FAZER,
mas a ÉTICA DO AGIR
nos pede pra obedecer
certos princípios internos
que não se pode esquecer.

Os nossos procedimentos
têm um tom gramatical,
porém vão além das letras:
há muito mais, afinal.
Falo aqui de uma GRAMÁTICA
SOCIAL E CULTURAL.

Nossas ideologias
(de querer e de poder)
e teorias científicas
são LÓGICAS DO SABER:
são universos simbólicos
que guiam nosso viver.

Eis o OLHAR ANTROPOLÓGICO:
um olhar de estranhamento!
Desnaturalização
de tudo, a cada momento.
Interagir com o povo:
festa, conversa, alimento...

Uma dúvida do mestre:
é cultura popular
o RAP da periferia
que a moçada ama cantar?
A resposta que ele ouviu
colocou-o pra pensar:

“É claro que é popular;
a nossa comunidade
recebeu essa influência
de outro país ou cidade,
apropriou-se e agora
é nossa expressividade!”

No fundo, é sempre isso mesmo
- e a cultura do lugar
sofre também influência
daquele que, ao viajar,
faz a ponte entre as culturas
erudita e popular.

Fronteiras são convenções.
Artista é o embaixador
que leva de um canto a outro
seu trabalho, sim senhor,
mas também a voz do povo,
que carrega com amor.

                                                          P ara encerrar, eu espero
                                                          R eceber aprovação;
                                                          B rasil é sempre celeiro,
                                                          A maior inspiração...
                                                          R icos somos, e bastante!
                                                          J á agradeço neste instante:
                                                          A benção, mestre Brandão!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cordel da RM Vale (2)

(texto produzido em 30/05/2016, a partir do II Colóquio "Diálogos Sobre a RM Vale")


O Estatuto da Metrópole
hoje é a nossa bandeira
para a metropolitana
governança brasileira;
presentes representantes
da nossa região inteira.

A proposta: construir,
colaborativamente,
democráticas propostas
que respeitem toda gente
e, em sua complexidade,
também o meio ambiente.

Trinta e nove municípios
compõem a RM Vale;
são 400 quilômetros.
Escute bem, não se abale: 
tdos querem ter direito a voz
- e que não se cale!

O professor Jeroen Klink
(UFABC) veio então
pra falar de governança
e reestruturação;
falou de uma "nova agenda"
e pediu muita atenção.

Ao falar de Curitiba,
disse haver também defeito;
citou o Rio de Janeiro
e disse que não há jeito
de achar que receita única
deixará tudo perfeito.

Pediu que se abandonasse
o "Plano Discurso", ou seja,
um texto vago, genérico
falando o que se deseja
mas que não desce aos conflitos
- tipo assim "revista Veja"...

Falou das experiências
como aquela do ABC,
região em que os conflitos
estão ali pra se ver
- isso é até importante,
pra se poder resolver.

Os embates lá surgidos
apontaram ser direito
investir tempo importante:
discutir cada conceito,
os cenários e tendências
- tudo assim fica bem feito.

Compartilhar governança
é superar, dia-a-dia,
as diferenças menores,
a falsa dicotomia.
Dou um exemplo: o que é Prosa
também pode ter Poesia.

Funding metropolitano
é o financiamento:
um problema muito sério
que pode ser um tormento
- sem a vontade política,
haverá sempre lamento...

Um exemplo: o PPP
seria associação
entre público e privado.
Ser ou não ser? A questão
é virar público-público
sem avançar muito não...

Vários fizeram perguntas
ao final da conferência.
O professor comentou
ser preciso transparência
com participação grande
do público em audiência.

(Paulo Barja)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Adivinhas Olímpicas (em sextilhas)

   Apresentamos aqui a produção coletiva final da Oficina de Cordel ministrada no SESC SJC, em maio/2016. Espero que apreciem!


Há muitos e muitos anos,
Olimpíadas existem:
Esportes tradicionais
Que aos séculos resistem
E outros até bem modernos
Que nossos jovens assistem.

Os jogos são uma forma
De união por toda a Terra:
Levam paz e amizade
Resistindo contra a guerra
Com a entrega das medalhas
A competição se encerra.

Desses jogos participam
Muitas nacionalidades
E agora vamos propor,
Para todas as idades,
as adivinhas olímpicas
e suas modalidades.

Você que vive correndo,
tome cuidado c´o abismo!
Mantenha-se então na pista:
nada de sedentarismo!
Acompanhe a Olimpíada
e se inspire no ___________.

Esporte tradicional,
com ação e reação,
sincronizado, de costas,
borboleta, por que não?
Faz muito bem pra saúde
a famosa __________.

Exige muito preparo,
força e atenção também.
Tem de quadra e tem de praia,
ela vai e ela vem...
Pode ser dupla ou sexteto:
é o _______! Sacou bem!

Essa outra atividade
É bela e mesmo fantástica
Tem rítmica e tem artística
Criatividade plástica
No solo, barra ou argolas:
esse esporte é a              !




Respostas (em sequência): Atletismo / Natação / Vôlei / Ginástica

segunda-feira, 9 de maio de 2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

CJ 64 - O Cordel Pede Respeito ao Discurso da Moçada


Sexto Cordel Joseense produzido dentro do projeto 003/FMC/2015 - uma parceria Prefeitura Municipal de São José dos Campos - FCCR - UNIVAP:










segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cordel da RM Vale

(composto em 14/12/2015, a partir do I Colóquio Diálogos Sobre a RMVale, ocorrido na Univap Urbanova)


Abertura de um diálogo
É sempre um grande momento
Para aprimorar ideias,
Repensar planejamento
E falar de estudo técnico:
Conexão e Movimento.

É bom ver aqui presentes Muitas instituições Unidas pelo interesse Em propor as soluções A partir de experiências E até de provocações. Janeiro, 2012: Foi, por lei estadual, Criada a RM Vale. Eis o marco oficial: 39 municípios Unidos neste canal. No passado, já tivemos Outras iniciativas De macrozoneamento, Experiências ativas Que devemos estudar Por serem propostas vivas. Nós precisamos, agora, Ampliar a consciência Sobre a RMVale, Exercitar transparência E trazer para o debate A voz forte da ciência. Sandra Fonseca falou: Pensamos “Diversidade” Como algo bem positivo, Porém, tem que haver vontade De ouvir CADA município E sua necessidade. De Taubaté vem a ideia: Valorizar por igual Tanto a tecnologia Quando a área CULTURAL, Que no setor de Turismo Sempre foi essencial. Uma vez reconhecida A nossa diversidade, Pergunta-se: como, então, Construir identidade? “Região” é muito mais Do que “soma de cidade”. Temos Parques Tecnológicos Em diferentes locais, Mas ainda estão isolados: Precisam se integrar mais, Para formar uma rede Sem fronteiras, com canais. Voltando à universidade: Montar os laboratórios E falar com a cidade Através de observatórios Pede simplificação Dos textos dos relatórios... Procurar as parcerias Entre público e privado É um gesto que já não pode Ser somente criticado; É necessário atrair Também o empresariado. Pedro Ribeiro alertou Sobre os Planos Diretores Que usam termos diferentes, Cada qual com suas cores... Capacitação vem bem, Para evitar dissabores. Vou entrar nesse debate Trazendo a provocação: Percebo ser importante Levantar a discussão Sobre a RM Vale Na escola, na Educação! A RM BH E o Consórcio do ABC Mostram metodologias Que vamos, sim, conhecer: Pensar “fora da caixinha” É o caminho pra aprender. Penso que a RM Vale Nessa reunião avisa: Para que existam bons ventos E não somente uma brisa, Parece fundamental Uma RM Pesquisa! Somos muitos, vamos juntos Criar metodologias, Integrar nossos discursos, Sociais tecnologias, Dialogar hoje e sempre: Abrir muitas novas vias.
Paulo R. Barja

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

CJ 63 - Cordel do Amor em Sextilhas


Quinto Cordel Joseense produzido dentro do projeto 003/FMC/2015, uma parceria Prefeitura Municipal de São José dos Campos - FCCR - UNIVAP:









 



CJ 62 - Vida de Aluno em Cordel


Quarto Cordel Joseense coletivo produzido dentro do projeto 003/FMC/2015, com apoio da Prefeitura Municipal de São José dos Campos - FCCR - Univap: