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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CJ 70 - Cultura É Prioridade




São José dos Campos tem
fama por toda a nação
pois é sede da Embraer,
“capital da aviação”.
Tem um polo industrial
- muito bom, muito legal -
mas não é perfeita, não:

Se aqui temos aviões
pra voar por toda parte
(e quem sabe até foguetes
capazes de ir a Marte),
qualquer cidade é doente
se não traz pra sua gente
ações de Cultura e Arte.

Só a título de exemplo,
o cordel agora informa:
havia um cine-teatro
que fechou para reforma
e digo, sem ter enganos,
que por quase 15 anos (?!)
ficou fechado. Era norma!

Para seguir nessa esfera,
o Fundo Municipal
de Cultura aqui gerou
discussão fenomenal;
após anos na gaveta,
não foi parar na sarjeta,
sendo aprovado, afinal.

Outro exemplo da Cultura
que vivia em desacerto:
se alguém quisesse assistir
alguma orquestra, um concerto,
precisava viajar
até São Paulo pra achar
ou passava grande aperto.

De repente, a boa nova:
Orquestra Municipal
- a primeira que haveria
em âmbito regional!
A Sinfônica avançou
e bem depressa virou
nosso orgulho musical.

Somos movidos por sonhos
e pela realidade:
com músicos e regente,
o sonho virou verdade.
Trabalho era a mola mestra
da nossa querida Orquestra
Sinfônica na cidade:

Atuando junto à Rede
Municipal de Ensino,
educou musicalmente
muita menina e menino
apresentando instrumento
com muita graça e talento:
cello, viola, violino...

A Orquestra também marcou
a vida dos professores:
bem melhor que olhar no livro
as notações e valores
era ouvir, presenciar
os músicos a tocar
assim ao vivo e em cores! 

No teatro, nas escolas,
parques, locais variados,
em quartetos ou completa,
com solistas convidados,
ajudando a Educação
e formando o cidadão...
Objetivos alcançados!

De todos os seus eventos,
incluindo os festivais,
os piqueniques sinfônicos
são os que me agradam mais,
pois adoro ver criança
regendo ou fazendo dança
ao som de obras orquestrais.

Num município, os projetos
que agregam cidadania
à vida dos moradores,
trazendo paz e harmonia,
precisam ser preservados:
não podem ser cancelados
por inveja ou tirania.

Por isso, quando se soube
do fim da Orquestra Sinfônica,
a cidade reagiu
com rapidez supersônica,
fazendo abaixo assinado
e exibindo desagrado
por ver a Cultura agônica.

Uma Orquestra requer anos
para sua formação;
precisa estar atuante,
fazer apresentação!
Nacional ou importado,
todo instrumento parado
perde a sua afinação.

Já foi provado em pesquisa
algo que eu acho evidente:
Música, na Educação,
melhora até o ambiente 
e sabemos que a Cultura
pode auxiliar na cura
de quem estiver doente.

Tudo está bem conectado.
Não se trata de escolher
simplesmente isso ou aquilo :
precisamos combater
esse discurso do mal
e a chacina cultural
que apenas serve ao poder.

Falam de crise econômica,
querendo justificar
com o discurso de sempre:
“Nós precisamos cortar...”
Nesse caso, logo aviso:
façam o que for preciso
pra Cultura preservar!

Cada vez que uma pessoa
ou a imprensa, por simplismo,
limita uma discussão
cultural a financismo,
logo nós desconfiamos
e depressa perguntamos:
é ignorância ou cinismo?

É preciso corrigir
os gastos equivocados
e mesmo denunciar,
se os direitos são cortados.
Gasta-se com gabinete,
cafezinho, até sorvete...
Cortem daí, seus danados!

Fala-se muito, hoje em dia,
em gestor eficiente
e é pensando nisso mesmo
que se pede, urgentemente,
revisão da decisão.
Cultura é Educação
e traz Saúde pra gente!

O país inteiro sofre
com a incompreensão
dos governantes eleitos
quanto ao que é sua missão:
melhorar a qualidade
de vida em cada cidade
não só em ano de eleição.

Jamais se deve tomar
decisões contra a cidade
sem sequer ouvir a voz
de toda a comunidade.
A cada vez que isso é feito,
governador ou prefeito
perdem credibilidade.

Partidário da Cultura
sem bandeira de partido,
lamento quem fere as Artes
e se mostra ressentido,
mas sigo em minha batalha:
valorizo quem trabalha
e vive em Arte envolvido.

P arabéns aos cidadãos
R ealmente conscientes,
B atalhadores das Artes,
A fetivos e valentes:
R eunidos, somos fortes;
J untos, venceremos cortes;
A ssim ficamos contentes.

Paulo Barja, Janeiro/2017

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