Canção feita em métrica de cordel-repente, para o BãoCantá (e quem mais quiser cantar):
O calor que há nessa terra
Faz a gente definhar
Tudo aqui tem cor de fogo
Dá quentura só de olhar
Tão fazendo até promessa
Para a chuva vir depressa
Pra colheita se salvar
Uma nuvem se aproxima
Faz o povo esperançoso
Mas é nuvem de poeira
Seca o peito, desgostoso
A comida já é pouca
Fica seca até a boca
Na maldade do tinhoso
Água quando existe aqui
Você não pode esbanjar
Ela é muito preciosa
Deve-se economizar
Ai, menina, que saudade
Só com força de vontade
Isso aqui posso aguentar
Minha amiga, a Asa Branca
Foi-se embora do sertão
Procurou melhor destino
Se encontrou eu não sei não
Quando a seca se acabar
Ela jura, vai voltar
Pra ajudar na plantação
Vou buscar minha menina
Eu já vou me retirar
Isso não é pro meu bico
Não sei como me arranjar
Levo a fé, levo a lembrança
Também levo a esperança
Dessa vida melhorar
Criados por Paulo Barja, os "cordéis joseenses" tratam de histórias e temas diversos, como educação ambiental, política e saúde, incluindo adivinhas e fábulas para crianças de todas as idades. Compostos nas várias formas poéticas do cordel, os folhetos tem por base a mesma proposta: são textos curtos, escritos em linguagem simples, visando uma leitura em voz alta que fale direto ao ouvinte.
Querido, esta letra tem a força, a cor e o calor do sertão! Com certeza vai ser muito boa de cantar!!! Obrigada!!! Com Amor, Dri Barja
ResponderExcluircopiei isso pro meu dever
ResponderExcluirBOTA A CONTINUAÇÃO PRO MEU TRABALHO POR FAVOR
ResponderExcluirEssa é uma canção feita em métrica de cordel... está completa aqui! Abraço!
Excluir