Contato: prbarja@gmail.com

(Sugestões de temas são bem vindas!)



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Décimas da Independência joseense

(sobre o mote: "Aplaudo a juventude joseense / que vai às ruas pra pedir justiça")


Amigos, a cidade somos nós:
queremos melhorar, isso é verdade,
e os jovens, pelas ruas da cidade,
desfilam seu protesto em alta voz.
Assim, sabemos, não estamos sós:
já somos muitos, não temos preguiça
e vamos trabalhar contra a cobiça
de quem trabalha pouco e não nos vence:
APLAUDO A JUVENTUDE JOSEENSE
QUE VAI ÀS RUAS PRA PEDIR JUSTIÇA

Pra celebrar a nossa independência,
só mesmo indo às ruas pra mostrar
que nós não somos gado pra pastar,
pois temos ideal e inteligência.
Mudar é imperativo; consciência
não é reproduzir texto de missa;
também não é servir de dobradiça.
O que será então? Reflita! Pense!
APLAUDO A JUVENTUDE JOSEENSE
QUE VAI ÀS RUAS PRA PEDIR JUSTIÇA

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vídeo: Leitura é diversão e aprendizado

Vídeo novo dos Cordéis Joseenses no YouTube (e na página de vídeos deste blog):

Leitura é diversão e aprendizado (SJC, 2011) - Poema em décimas sobre mote para incentivar a leitura - integra o "Cordel das Décimas"


(gravação realizada no Parque da Cidade, SJCampos)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vídeo novo - Adivinha e Simpatia


Postagem rápida: só pra informar que acabo de colocar vídeo novo (curtinho!) no YouTube, com trechos de uma apresentação dos "Cordéis Joseenses" na Bienal do Livro de São José dos Campos:


Em breve disponibilizaremos mais vídeos, sempre disponíveis no canal "PRBarja" - e na barra de vídeos deste blog. Saudações cordelísticas!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Seca d´Alma é tão dura quanto a Seca do Sertão


   Fiz o poema abaixo para registrar o momento atual vivido na cidade de São José dos Campos, onde a população (jovens estudantes, principalmente) aos poucos vai acordando para a necessidade de manifestação nas ruas, contra os abusos de tantos (mas não todos, importante que se diga) políticos locais. Temos que estar muito atentos às questões ambientais, e o poema fala disso também, fazendo a ponte com a Seca do Sertão, tema de "A Seca da Alma", performance teatral que estamos apresentando por aqui:

A SECA D´ALMA É TÃO DURA
QUANTO A SECA DO SERTÃO

No galope cavalgamos
criando nossa poesia
porém, nesse dia-a-dia
é nossa dor que cantamos;
muitas vezes trabalhamos
sem ganhar nenhum tostão,
enquanto muito ladrão
aumenta a própria fartura
- A seca d´alma é tão dura
Quanto a seca do sertão.

O transporte anda pra trás,
teatro é abandonado
e o Banhado é vitimado
por crimes ambientais.
Já ninguém aguenta mais:
vão aprovar a extração
de areia em votação
no meio da noite escura?
- A seca d´alma é tão dura
Quanto a seca do sertão.

Não dá pra aceitar de novo
essa velha ladainha:
distribuem a farinha
mas privatizam o ovo!
Há quem se lembre do povo
só na hora da eleição,
mas nossa reclamação
tanto bate até que fura:
- A seca d´alma é tão dura
Quanto a seca do sertão.
 
   A ideia é usar esse poema também no início da performance teatral "A Seca da Alma", em que discutimos a situação dos nordestinos que, após sucessivas secas no sertão, acabaram migrando para o Sudeste em busca de oportunidades. Essas pessoas trabalharam e batalham muito, aqui ao nosso lado, e merecem respeito e aplauso. Por fim: VIVA A POESIA CIDADÃ - utilitária, sim, como diria o grande Moacyr Pinto, mas essencial para o bom combate.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Texto do pesquisador Marco Haurélio sobre cordel

   O pesquisador, editor e cordelista Marco Haurélio disponibilizou em seu blog "Cordel Atemporal" um artigo muito bem escrito apresentando a literatura de cordel, inclusive comentando as métricas tradicionais no cordel.
   Pela sua relevância, inserimos aqui a ligação direta para o trabalho de Marco Haurélio, que merece aplausos:


Saudações cordelísticas!
P.R.Barja

Histórias, causos, cordéis...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Leitura é diversão e aprendizado (décimas)

(este poema é parte integrante do folheto "Cordel das Décimas")


Eu leio o que estiver à minha frente:
cartaz, bula, HQ, cordel, jornal,
revista, placa, livro... isso é normal
-leitura é coisa boa, minha gente!
Quem lê fica melhor, inteligente,
e eu fui, desde pequeno, incentivado;
cresci como leitor apaixonado
e a vida me ensinou mais de uma vez
(escutem bem o que eu digo a vocês):
Leitura é diversão e aprendizado.

Criança pode ler desde pequena:
um livro também fala por figura
e, folheando com desenvoltura,
sozinha ela vai lendo, assim, serena...
Também gosto demais de ver a cena
da mãe lendo pro filho ali deitado,
na hora de dormir, tão fascinado
com uma história boa que se conta.
Aí vejo a verdade que desponta:
Leitura é diversão e aprendizado.

Agora, uma pergunta eu vou fazer
e quero ver quem sabe me contar:
como é que um cego pode se expressar
em texto escrito? Quem sabe dizer?
Um jovem lá na França fez valer
seu raciocínio privilegiado
e ”Braille” foi o código inventado
-foi mesmo uma conquista muito boa.
Por isso digo pra qualquer pessoa:
Leitura é diversão e aprendizado.

Às vezes, é legal ler em voz alta
um texto que se adora... sabe quando?
Em roda ou num sarau, compartilhando
poesia como o solo de uma flauta.
A música, aliás, tem uma pauta:
é onde o canto fica registrado
e, se o compositor for inspirado,
pra sempre cantarão a sua escrita.
Partindo disso, pense bem, reflita:
Leitura é diversão e aprendizado.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cordéis Joseenses no "Revelando SP"

Seguem alguns registros da apresentação dos Cordéis Joseenses no Revelando SP, realizado em julho/2011 no Parque da Cidade, em São José dos Campos. A apresentação ocorreu no espaço do Projeto Santo de Casa (Espaço das Figureiras).
  
Alguns momentos da apresentação dos Cordéis Joseenses...

Cordel das Décimas...


Público infantil é a melhor coisa do mundo...
 

Cantando ao lado das obras de arte de gente boa do Vale...
 
  


Caipira sim, uai, por que não?

Exposição dos Cordéis Joseenses...





Momento de prosa com o povo, que ninguém é de ferro...
 

Última foto antes da cirurgia... volto em breve!
 
Agradecimentos essenciais:
- a Pérsila e Sônia Gabriel, pelo convite e apoio em todos os momentos - é recíproco, viu?
- a Andrea Mourão, pelos registros fotográficos (todas as fotos desta postagem são dela)
- aos que foram assistir e aos que estavam de passagem e pararam pra ver...
OBRIGADO!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Parecer de cordelista

Prezados,
José Acaci (foto ao lado) realiza um excelente trabalho de propagação da literatura de cordel no Rio Grande do Norte; acredita, como nós, no potencial do cordel na área da educação. Através da prof. Elisabet, o texto do Cordel Joseense "A Lenda do Galo" chegou até Acaci, que teve a gentileza de elaborar o seguinte comentário poético sobre "A Lenda do Galo" (O Milagre do Enforcado):


O Milagre do Enforcado
é arte pura e fiel.
Este bonito cordel
me deixou admirado
com a trama e o traçado
das palavras escolhidas,
sem ter rimas repetidas,
e nas métricas primorosas,
estéticas maravilhosas,
como jamais foram lidas.

Parabéns a Paulo Barja
Um abraço a todos
- José Acaci

Segue minha humilde - porém sincera - tentativa de agradecimento à altura desse parceiro de lida cordelística:

Acaci, meu companheiro,
agradeço a deferência:
sei da sua competência,
sei do seu rumo certeiro;
quero sempre ser parceiro
de quem diz "poesia à vista!"
e assim este cordelista
segue agora abalizado
com parecer bem rimado
vindo desse amigo artista!

Paulo Barja

domingo, 7 de agosto de 2011

Apresentação e agradecimento


Recebi hoje cedo um verdadeiro presente: a prof. Elisabet G. Moreira - cidadã petrolinense, como faz questão de frisar - destacou o Cordel Joseense "A Lenda do Galo" na sua programação Poesia aos Domingos. Tomo a liberdade de reproduzir aqui a apresentação que ela fez:

"Em São José dos Campos, SP, participei do XV Congresso Nacional de Folclore.
Conheci gente muito legal, poetas, cordelistas, músicos, dançarinos, pesquisadores, comprometidos com a cultura, realizando belos trabalhos, divulgando seu talento...
Repasso um poema no estilo cordel de Paulo Roxo Barja, inspirado na história portuguesa “A lenda do senhor do Galo de Barcelos e O Milagre do Enforcado".
Um cordel paulista de um jovem autor que se especializou na sextilha e formas do cordel tradicional, já com uma grande produção."

Além de passar o cordel pro pessoal, ela ainda sugere 2 endereços para obtenção de mais informações:
1) sobre a lenda:
2) sobre a simbologia do galo:

Depois de tanta gentileza, só dá pra dizer:
Obrigado, Bet!
Por sinal, obrigado a todos que, de um jeito ou de outro, mandam apoio e carinho.
É isso que faz a Vida valer a pena. Um galo sozinho não tece a manhã, né, Bet?

sábado, 6 de agosto de 2011

Décima em parceria

(Bebel outro dia chegou em casa com os trabalhos que tinha feito na escola no primeiro semestre. Uma das lições pedia para completar a frase "tenho sorte porque ..." - e o que ela escreveu foi tão simples e lindo que resolvi fazer uma décima "em parceria", aproveitando a frase dela. Pra celebrar o fato de que a Poesia mora no coração de uma criança)


Trago a Vida no meu canto
sempre com muita alegria;
sei que no meu dia-a-dia
tenho sorte porque planto
sorrisos em vez de pranto
e esperanças no quintal.
Um tesouro especial
na minha vida mantenho:

Co-autora... e fonte da poesia cotidiana


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

XV Congresso Brasileiro de Folclore - S.J.Campos

Seguem alguns registros do inesquecível encontro nacional sobre folclore que tivemos aqui em São José dos Campos em julho, já com saudades...


Com o também cordelista Acaci (bom te conhecer, meu amigo!) e mestre Pellegrini


Apresentando os Cordéis Joseenses...


Parte do grupo de trabalho que fundiu música e literatura (bom pra gente!)


Turma boa, encontro inesquecível... vamos manter contato, meu povo!
Abraços deste joseense em cada um de vocês!

 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Teatro-cordel - Prólogo (parte II)

(...)
Nosso empório nasceu antes
de ter sido descoberto;
no ano de 1500,
o negócio foi aberto
com índios e degredados,
talvez uns pobres coitados
- quem pode dizer ao certo?

As matas virgens que havia
prenunciavam fartura
e as índias - que maravilha! -
tinham a cabeça pura
e as vergonhas destapadas,
qual belas, morenas fadas
levando-nos à loucura.

A República nasceu
quase 400 anos
depois do Descobrimento,
mas não estava nos planos
ver um cenário de guerra
por causa de água e terra
- pobres dos republicanos...

Em nossas trincheiras vivem
não soldados bem armados,
mas simples agricultores,
muitas vezes desterrados.
Passando necessidade,
partem até a cidade
pra ser assalariados.

São muito trabalhadores
mas têm um defeito: pobres,
querem comer todo dia,
mesmo se lhes faltam cobres
- e, quando cantam em festa,
sua alegria é honesta,
parece até que são nobres!

Venham ver como essa gente
em São Paulo foi parar;
o suor que derramaram
fez do asfalto brotar
uma flor de aspecto novo:
uma flor, talvez, de povo
- isso é que vamos contar.
(P.R.Barja, 2011)

domingo, 31 de julho de 2011

Teatro-cordel - Prólogo (parte I)

Prezados,
no blog www.paulobarja.blogspot.com, venho registrando nas últimas semanas o processo de criação de um trabalho de teatro-cordel com a Cia Independente de Teatro, de São José dos Campos. A peça vai falar sobre nordestinos que, oprimidos pela seca, foram levados a viajar para SP em busca de melhores condições de vida. Segue abaixo a primeira parte do prólogo da peça:

PRÓLOGO

Povo amigo, agradecemos
seu tempo e sua atenção:
a história que contaremos
não deu na televisão;
qualquer semelhança vista
com a vida... dou a pista:
não é coincidência não.

Queremos falar de um povo,
uma família, um país:
gente que tinha bem pouco
(é assim que a História diz)
e andava por toda parte
com fé mas também com arte
procurando ser feliz.

Falamos – sim! - do Brasil,
terra grande, abençoada
mas que esconde em sua história
poeira mal assentada:
injustiça e preconceito,
trabalhador sem direito,
miséria mal camuflada.

Coisas que são escondidas
sob o tapete ou na fronha
tranformam-se em pesadelo,
quase matam de vergonha;
é importante falar disso:
não somos um povo omisso
- nós somos gente que sonha.

(continua)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Convite renovado

Prezados,
nos próximos dias deve terminar a publicação no Facebook do cordel-folheto "A Lenda do Galo", que tem sido divulgado por lá em estrofes diárias. Dada a extensão do trabalho, o folheto virtual não será publicado aqui, mas quem quiser acompanhar e/ou ler a íntegra pode entrar em contato comigo via Facebook que passo a ligação para a história completa (coligida e organizada com o apoio da querida amiga Lys Silva). A artista Tina Lemos já está trabalhando nas imagens para a versão impressa do folheto, que esperamos conseguir lançar até o final de 2011.
Mandem comentários! Conforme o retorno, a partir de agosto tentaremos iniciar a publicação no Facebook do folheto "Confusão no Campo Rico", escrito/publicado em versão impressa meses atrás e aparentemente mais atual agora, por força das circunstâncias.
Saudações, 
Paulo Barja

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cirurgia


Meus caros, confirmou-se há poucas horas
descolamento grave na retina:
farei amanhã cedo a cirurgia
e sei que não é coisa de rotina;
não sei o que me aguarda nesse dia,
mas peço: vejam, na Vida, Poesia,
Amor e uma Esperança cristalina.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cordel na casa das figureiras

   Prezados,
   Direto do XV Congresso Brasileiro de Folclore, é com muita alegria que convido a todos para uma passadinha no estande das figureiras de São José dos Campos no Revelando SP no próximo sábado (16/7), a partir das 10h.
   Estarei por lá, lançando os Cordéis Joseenses (com direito a degustação poética) e papeando com gente boa como D. Lili, Pércila, Sônia Gabriel, Tina Lemos... eita coisa boa!
   Aguardo vocês por lá!
   Saudações cordelísticas,

                                Paulo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Américo Pellegrini Filho, pesquisa e inspiração


O mestre, inspiração do cordelista, que retribui com seus versos
   O cordel joseense Simpatias Populares foi criado a partir da leitura da obra do pesquisador Américo Pellegrini Filho, que já na década de 60 coletou muitas simpatias pelo estado de São Paulo. O cordel saiu mais de 40 anos depois do livro dele e, um ano depois do cordel... acabo de deixar um exemplar nas mãos do mestre: Prezado professor Américo, obrigado por uma vida inteira de pesquisa inspiradora!
   Acabo de encontrar na rede, por sinal, um texto lindo dele sobre cordel:


   Segue aqui uma das simpatias coletadas pelo mestre e transformadas em literatura de cordel:

Tem 3 fãs? Anote os nomes:
ponha no papel, sem dó.
Dobre cada um num canto
de um lençol dando bom nó.
Aquele que desatar
é com quem cê vai casar...
nó vazio, cê fica só!

(estrofe do cordel joseense "Simpatias Populares")

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cordéis Joseenses no site "Estante Virtual"

Prezados, é com muita satisfação que compartilho a novidade: agora é possível encomendar os "Cordéis Joseenses" pelo site Estante Virtual! Para acessar diretamente o acervo é só clicar:


Estou cadastrando aos poucos os títulos.
A novidade particularmente útil é que na Estante Virtual estou colocando os resumos das histórias, assim dá pra saber do que se trata cada folheto.
Cliquem, compartilhem!!

sábado, 2 de julho de 2011

Pra entender a liberdade


Pra entender a liberdade
é preciso exercitá-la
em tudo que a gente faz
em tudo que a gente fala
sabendo ouvir quem não pensa
igual a nós, ou tem crença
diferente e não se cala.

Liberdade é mesmo assim
dia a dia cultivada
exercício de convívio
ao longo da nossa estrada
quem condena a liberdade
pode falar à vontade
garanto: não tá com nada!

Respeitar a voz do outro:
garantir e defender
que possa manifestar-se
é bandeira e é dever
de quem pensa a liberdade
como uma necessidade
para melhor se viver.


(para José Zokner, com afeto, pelo exercício cotidiano)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Viva São Pedro!


Em data significativa (Dia de São Pedro), logo após uma cantoria boa fiquei sabendo que saiu há pouco um artigo do grande Arievaldo Vianna citando o cordel joseense "São Pedro e o Coração do Carneiro"! Eita alegria! Segue o link para o artigo:

http://acordacordel.blogspot.com/2011/06/cordel-e-religiao.html


Coloco aqui a estrofe do cordel joseense em que Jesus dá uma bronca em Pedro:

“Pedro, Pedro, que vergonha!
Não quero nem pensar nisso:
um amigo tão querido
me aprontando esse serviço?!
Você foi exagerado;
agora está perdoado,
mas nunca mais faça isso!”


E aí, querem saber o que Pedro aprontou? O cordel está à venda por R$2, é só entrar em contato...
Saudações cordelísticas! Viva São Pedro!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estrofe-recado

No meio da correria,
deixo essa estrofe-recado:
vim ontem de Juquitiba
e cheguei muito animado;
pelas muitas alegrias
desses 2 últimos dias,
digo à Funarte: obrigado!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vídeo - Cordel Joseense na Praça Afonso Pena (S.J.Campos)

Prezados:
hoje cedo estava passeando pelo YouTube e encontrei um video da minha leitura do Cordel Joseense "Galope à Beira-Mar" na Praça Afonso Pena, como parte da programação da Rádio Aguapé:


Saudações cordelísticas,
Paulo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novo Cordel Joseense "em processo" no Facebook

No meio da correria das viagens, aulas, palestras (e cantorias também, que ninguém é de ferro), nem sempre é fácil achar tempo pra escrever. Mas já faz mais de um ano que tenho uma história medieval pra contar... então surgiu uma ideia: lançar o cordel novo via Facebook, estrofe por estrofe, pra todo mundo poder acompanhar o processo da criação acontecendo. Comecei hoje:


Vou tentar dar sequência diária à história, dentro do possível.
Saudações cordelísticas!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Leandro Gomes de Barros - Patrono

     Definido o patrono da cadeira n.16 da Academia Joseense de Letras: trata-se do paraibano LEANDRO GOMES DE BARROS, nome maior da história do cordel no Brasil. Com essa escolha, reafirmamos nossa ligação com a literatura de cordel e a união (afetiva e literária) entre São José dos Campos e a Paraíba, estado natal de Leandro.
     Para saber mais sobre o poeta mais importante da história do cordel brasileiro, nascido em 1865, basta uma pesquisa rápida que pode ser feita na internet ou nas feiras populares e ruas de terra nordestina. Mas gostaria de destacar aqui ao menos duas frases de uma crônica escrita pelo grande Carlos Drummond de Andrade - que não tinha medo de dizer as coisas:

“Em 1913, certamente mal informados, 39 escritores, de um total de 173, elegeram por maioria relativa Olavo Bilac príncipe dos poetas brasileiros. Atribuo o resultado a má informação porque o título, a ser concedido, só podia caber a Leandro Gomes de Barros, nome desconhecido no Rio de Janeiro (...) mas vastamente popular no norte do país (...)
(Leandro) não foi príncipe de poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão e do Brasil em estado puro”.