Contato: prbarja@gmail.com

(Sugestões de temas são bem vindas!)



domingo, 31 de maio de 2015

Futebol, TV e bola (sextilhas de oficina)

No dia 28 de maio, os Cordéis Joseenses estiveram presentes na programação oficial do "CONTAÍ", festival de contação de histórias realizado no Centro da Juventude, em São José dos Campos. No final da oficina de cordéis, os participantes foram orientados a criar um poema em métrica de cordel (sextilhas com 7 sílabas poéticas). Aí vai a criação coletiva:

Futebol, TV e bola
(Sextilhas) 

Futebol é popular
- é nossa grande paixão -
mas, às vezes, dos problemas
ele desvia atenção
e, para nossa tristeza,
   também tem corrupção...

Quando vamos para casa,
outro problema persiste:
a gente não vive a vida,
muitas vezes só assiste
lá na tela da TV
- coisa que eu acho bem triste.

Bem melhor do que assistir
é a gente jogar bola
no campinho lá do bairro
ou na quadra da escola.
Assim é que o mundo gira;
assim é que a vida rola!


P.R.Barja e oficineiros do Contaí 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cordelista na Praça - Rádio Aguapé

Sempre que posso, participo das edições da Rádio Aguapé na Praça Afonso Pena, centro de São José dos Campos. Cesar Pope conduz a Rádio e a banda que, em 2015, está com sua melhor formação instrumental. Sonzeira boa! Abaixo, alguns flagrantes da participação do cordelista joseense na edição de 23/maio/2015, apresentando "O Sujeito que Vendia..."


Fotos: Pedro Palma


sábado, 23 de maio de 2015

O Cine Teatro vive!

(sobre o início das obras de restauração do Cine Teatro Benedito Alves da Silva, em São José dos Campos)


Foi em São José dos Campos.
Um teatro foi fechado.
Diziam: "Só por 3 meses...
logo abrirá, reformado!"
Passaram-se 12 anos
junto a tantos desenganos
- e o teatro? Abandonado.

Porém a comunidade
dele nunca se esqueceu.
Pra manter acesa a chama,
cada artista se valeu
da força dessa lembrança:
teatro, música e dança,
tudo que ali se viveu.

Dizem uns que a Vida é Sonho;
hoje o sonho é bem real.
Nenhum grilhão aprisiona
a força de um ideal:
cumpre-se agora a promessa
e a restauração começa
- Engenho & Arte, afinal!

Depois de tanta batalha,
tanta manifestação:
a todos os que fizeram
e a todos os que farão
do Cine Teatro novo
espaço pra voz do povo,
nossa imensa gratidão!

Paulo R. Barja



quarta-feira, 22 de abril de 2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

CJ55 - Máquina presta serviço; o Homem é mais do que isso


Um trecho do cordel novo:
(...)

Mais que a máquina, é a Vida
que me interessa, por fim.
Eu só sei viver assim:
não automatizo a lida.
Quando a máquina convida
a viver sem perguntar,
“Não podemos nos calar!",
diz a voz da consciência:
nossa humana independência
precisamos preservar.

(...)
(P.R.Barja)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Duas Canetas (sextilha para Suárez)


Futebol é Arte sim...
Suárez fez o que quis:
Aplicou DUAS canetas
no pobre David Luiz.
O zagueiro ficou zonzo
- e o atacante, feliz!


sábado, 21 de março de 2015

Sextilhas: Parabéns a quem apura e pune a corrupção


Quer apoio do congresso? 
Se for corrupto, é moleza: 
basta comprar as bancadas 
e aceitar a safadeza. 
Presidenta que é honesta 
logo entende o que é dureza.

Se depender do que penso, 
que siga a investigação: 
Petrobras, Sabesp, Metrô,
tudo em igual condição
- e quem se mostrar corrupto
que enfrente condenação!

Uma coisa é certa e boa:
o caminho já se abriu.
Mesmo em meio a tanta crise, 
nosso país conseguiu:
os milhões surrupiados
por ladrões investigados
estão voltando ao Brasil!

P.R.Barja

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cordel Joseense 54: Atentado Terrorista - NÃO foi a religião

Segue trecho inicial do Cordel Joseense 54, que fala sobre o recente atentado à revista Charlie Hebdo, na França, que resultou na morte de 12 pessoas:


Janeiro, 2015:
bem na capital da França,
um atentado terrível
mostrou que o mal não se cansa
de bater forte na gente
e ferir nossa esperança.

(...)
Editor e cartunistas
foram mortos, um por um
- entre eles, Georges Wolinski,
grande mestre do cartum -
e os assassinos fugiram
com uma calma incomum.

(...)
Doze mortes confirmadas,
sangue e lágrimas no chão;
o mundo inteiro chocado
com grande consternação,
mas de uma coisa estou certo:
NÃO FOI A RELIGIÃO!



* para ler a versão completa (folheto impresso),
entre em contato (paulobarja@ig.com.br)

Cordel Joseense 53: A Força da Brasileira Regina Celly Rodrigues



O Brasil sempre foi berço
de muita mulher guerreira;
pesquisando, a gente encontra
médica, escritora, freira,
muita artista e esportista
que leva nossa bandeira.

Mas nem tudo vai parar
nos livros oficiais,
e certos fatos não chegam
às páginas dos jornais;
quem sabe, então, o cordel
possa dizer algo mais.

Quero falar de Regina
e da importante mensagem
que nos traz com seu trabalho
e a força da sua imagem:
cada um tem o tamanho
da sua própria coragem.

(...)
P.R.Barja

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

MINISTÉRIO EM CONTRAPONTO (Sextilhas)


Reeleita, Dona Dilma
já merece reprimenda:
a ministra Kátia Abreu
mostrou que nunca se emenda.
Disse agora, em entrevista,
que latifúndio é uma lenda!

Ministra, fale a verdade,
o bom senso recomenda...
Espero que a presidenta
prontamente a repreenda
e exija reforma agrária:
latifúndio não é lenda!

Para fazer contraponto
ao pensamento precário
de Kátia na Agricultura,
do outro lado do cenário
surge Patrus Ananias
(Desenvolvimento Agrário):

"Direito de propriedade
precisa ser adequado
à necessidade humana;
não pode ser aplicado
acima de outros direitos,
pois isso seria errado."

"Sei que a polêmica existe:
vou debater no plenário
e chamar pra discussão
também o Judiciário.
Não pode haver injustiça
escondida nesse armário."

Por isso tudo, meu povo,
movimentos sociais
devem, sim, organizar-se
e lutar cada vez mais
pra garantir inclusão
e aproximar desiguais.

Somente o debate aberto
(junto ao reconhecimento
de que existem latifúndios)
dará fim ao sofrimento.
Pressão justa, popular:
Reforma já, cem por cento!

P.R.Barja

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cordel da Cigarra e da Formiga (P.R.Barja)


Após a apresentação cantofalada de um certo texto meu, lá na E. E. Francisco Lopes de Azevedo (registrado em vídeo, dentro das atividades do programa Mais Cultura na Escola), algumas pessoas têm solicitado o poema (que futuramente penso em incluir num novo livro-coletânea de Cordéis Joseenses). Assim sendo, publico por aqui minha versão cordelística da fábula da Cigarra e da Formiga:



P.S.: Vai com especial carinho para uma cigarra-professora chamada Anete...!

domingo, 23 de novembro de 2014

Mais Cultura na Escola - VÍDEOS


Seguem vídeos que registram parte das atividades desenvolvidas na parceria Cordéis Joseenses - Escola Estadual Francisco Lopes (São José dos Campos), no âmbito do programa Mais Cultura na Escola (MEC/MinC):







segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cordel Joseense 52: Terra Viva, Água Também


Numa parceria entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São José dos Campos (SEMEA), os Cordéis Joseenses e a UNIVAP, no início de dezembro será lançado o Cordel Joseense 52. Trata-se da versão revisada/ampliada (e impressa) de uma composição coletiva realizada durante um encontro de formação de educadores ambientais, na SEMEA, em novembro/2014. Segue a arte do cordel (incluindo os parceiros da iniciativa) e, a seguir, o texto completo:



No século XXI,
com “avanço sem igual”,
nós vivemos um problema:
consumismo ambiental.
Tudo vem da natureza:
o que fazer, afinal?

Nós criamos os problemas;
temos que achar solução.
Os filhos dos nossos filhos
será que conhecerão
tantas nascentes e rios
ou sua falta sentirão?

A Terra é um sistema vivo:
o que você gasta aí
daqui a pouco, meu amigo,
pode fazer falta aqui.
O mundo dá muitas voltas:
desmata aqui, seca ali.

Muita gente se preocupa
com o meio ambiente.
Nós somos feitos de água:
a água vive na gente
- até por isso, é preciso
um consumo consciente.

Além da água, é a terra
que sempre nos alimenta;
com planta, fruto e semente,
é ela que nos sustenta.
Com respeito e sem veneno,
a nossa saúde aumenta.

Natureza não tem “lixo”:
é um sistema equilibrado.
A Natureza é um ciclo
que não pode ser quebrado.
Cascas, folhas, essas “sobras”
- tudo é reaproveitado.

Cultura é agricultura:
precisamos cultivar
com a generosidade
de saber compartilhar;
cada informação que temos
nós devemos semear.

A responsabilidade
também é compartilhada:
se a torneira fica aberta,
a água é desperdiçada
e a seca é o primeiro alerta
da terra desrespeitada.

Deixo agora meu recado
a você, Dona Maria:
a água com que você
lava o carro e enche a pia
é a mesma que, no solo,
alimenta nosso dia.

Temos que reconhecer
a verdade que desponta:
se o ar está poluído,
é porque o homem “apronta”...
terra viva, água também
- tudo está por nossa conta.

E, pra alertar as pessoas,
use a imaginação:
tem cordel, jornal-mural
- isso é comunicação.
Moramos todos na Terra...
vivamos em comunhão!

– Paulo Barja
e oficineiros
SEMEA / PEAAF

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Peleja das Mulheres Contra o Monstro do Machismo (Mais Cultura Na Escola)


Finalizamos hoje as atividades de 2014 no Programa Mais Cultura na Escola na Escola Estadual Francisco Lopes, no Jardim Satélite, São José dos Campos. Trata-se de um programa do governo federal que tem permitido esta interação entre o professor-cordelista da Univap e a referida escola. Através do projeto que estamos desenvolvendo, alunos de Ensino Médio têm contato com obras da literatura de cordel e são orientados em criações coletivas neste formato literário. A moçada deu o tema e acho que fechamos bem o ano, vejam só:


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cordel e Meio Ambiente

Sábado passado (8/11), como atividade da parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente de São José dos Campos (SEMEA) e a UNIVAP, ministramos uma Oficina de Cordel para a formação de agentes de educação popular na área ambiental/agroecológica. Clique AQUI para ler matéria completa a respeito.


Cordéis Joseenses: sensibilização dos alunos para a criação coletiva
(foto: PMSJC)

Finalização da Oficina de Cordel com produção de texto coletivo
(foto: PMSJC)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cordel Joseense 51: Brasil é Democracia (Ditadura? Nunca mais!)



Paulo Barja,
LabCom Univap
Quando me pego pensando
no Brasil que havia antes,
quando muitos não podiam
nem sequer ser estudantes,
percebo, ao longo da História,
mudanças interessantes.

O Brasil, por muito tempo,
reprimiu a liberdade
de cidadãos que buscavam
melhorar a sociedade;
alguns partiram pro exílio
ou pra clandestinidade.

Na noite de duas décadas,
muita gente sucumbiu
por querer democracia
aqui mesmo, no Brasil.
Página triste da História:
só não teme quem não viu.

A verdade é uma só:
foi cruel a ditadura!
Tanto o povo quanto artistas
foram alvo de censura.
Pior: muito brasileiro
foi vítima de tortura.

Havia tensão constante.
Figueiredo foi falar
de abertura democrática:
"vou prender e arrebentar"
- era assim que se expressava
presidente militar...

Veio então democracia:
a vida já melhorava,
mas a velha corrupção
ainda continuava...
Investigações mais sérias
o governo engavetava.

Dezenas de gravações:
compra de votos provada.
Na onda da reeleição,
privatização errada:
a Vale valia muito
e se foi, de mão beijada...

Para agradar estrangeiros,
quiseram colocar “X”
no nome da Petrobras,
desrespeitando o país,
mas o povo protestou
e dessa vez foi feliz.

No século XXI,
novidade surpreendente:
o Brasil passou a ter
o operário presidente
que fez acordo com muitos
e encarou outros de frente.

Mudou o nosso comércio:
estreitou, enfim, contato
com los hermanos e a África.
Sem fazer espalhafato,
o nosso salário mínimo
com ele cresceu de fato.

Depois de ser reeleito
com imensa votação,
o seu governo enfrentou
denúncias da oposição
e a Justiça, até sem provas (!?)
emitiu condenação.

Nós seguimos sempre em frente;
não há controvérsia nisso.
Nos problemas que encontramos
não queremos "dar sumiço":
encarar pra resolver
é melhor que ser omisso.

Quando enfim uma mulher
assumiu a presidência,
a Polícia Federal
mostrou grande independência:
muitas investigações,
transparência, eficiência.

As Comissões da Verdade
têm trazido informação
sobre os desaparecidos
nos tempos da escuridão
que manchou a nossa História
causando consternação.

Cada passo é novo estágio
para o amadurecimento.
Os problemas do passado
não se encerram num momento,
mas a nossa consciência
já tem encontrado alento.

Quanto à inclusão social,
não é mais "alegoria":
temos hoje mais emprego,
mais lazer e moradia.
Falta, porém, muito ainda
pra clarear nosso dia.

Temos universidades
muito boas, afinal;
falta, porém, melhorar
o ensino fundamental
para assim desenvolver
consciência nacional.

Um problema grave ainda:
o poder da grande imprensa
nas mãos de poucas famílias
- a distorção é imensa.
Regulamentar a mídia
será uma batalha intensa!

Falta reforma política,
uma importante demanda;
lutar contra a corrupção
(senão o país não anda);
combater o preconceito
- luta que nunca foi branda.

Uma coisa é evidente
pra mim, até por demais:
ruas praças e avenidas
nas casas e nos quintais,
BRASIL É DEMOCRACIA;
DITADURA NUNCA MAIS!

S. José dos Campos,
Nov/2014

domingo, 2 de novembro de 2014

Cordel Joseense 50: Um Cordel Agroecológico




Foi há mais de 10.000 anos
que nasceu a agricultura;
no ínício, convencional,
talvez sem muita fartura
- mas havia menos fome
e a comida era mais pura.

Após a Segunda Guerra,
a “Verde Revolução”
parecia para muitos
caminho pra solução,
mas se mostrou, na verdade,
uma grave imposição.

Empresas e até governos
venderam “modernidade”:
agrotóxico e trator
vieram da urbanidade;
fizeram do agricultor
um escravo da cidade.

Um dos problemas mais sérios:
semente patenteada!
É uma armadilha perversa
- deixa a produção atada
às grandes corporações
da iniciativa privada.

Para se tornar “moderno”,
o agricultor foi ao banco
para contrair empréstimos,
mas eu tenho que ser franco:
tome cuidado, meu povo,
pra não passar cheque em branco!

Com tanta tecnologia,
houve o endividamento,
gerando em muitas famílias
do campo um novo lamento
- e fugir para a cidade
aumentava o sofrimento:

moradia inadequada
sem espaço pra plantar;
custo social bem alto
- é preciso repensar!
(sem haver reforma agrária,
     isso não vai melhorar)

Para virar esse jogo,
surge a AGROECOLOGIA
respeitando a tradição
e a força do dia-a-dia:
caminho reconhecido
pela Sociologia.

Caminho autossustentável
com menos insumo externo
garante a independência
no verão como no inverno.
Produção menor, quem sabe,
Mas com equilíbrio interno.

                         P ara manter a saúde,
                         B em como o meio ambiente,
                         A groecologia chega
                         R espeitando corpo e mente:
                         J untando, com harmonia,
                         A Natureza e a gente!