Contato: prbarja@gmail.com

(Sugestões de temas são bem vindas!)



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Artigo - Cordel na Educação


Para quem se interessa pela utilização do Cordel como recurso didático, disponibilizo aqui a ligação direta para um artigo que escrevi em 2010 sobre o tema:

O Cordel como mídia alternativa em programas de Saúde e Educação Ambiental

P.R.Barja

domingo, 17 de junho de 2012

Cordéis Joseenses na Marcha das Vadias

 
 
   No dia 26/5/2012, ocorreu a Marcha das Vadias em São José dos Campos e em diversas outras cidades. Dias antes, mais um ato de preconceito tinha sido vivenciado em BH: um passageiro se recusava a viajar num avião com uma mulher no comando (incrível: e o cara vive num PAÍS com uma mulher no comando).
   O poema que fizemos para a abertura da Marcha das Vadias na Praça Afonso Pena fala sobre isso: "A Força da Mulher na Sociedade". Segue o vídeo desta primeira leitura, repetida na noite do mesmo sábado no Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier:


 
   Com este poema, finalizamos o "Cordel da Cidadania", coleção de poemas-manifestos que deve sair da gráfica no início do próximo semestre.
   Saudações cordelísticas!
P.R.Barja

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cordel do Modernismo (abertura)

- trecho inicial do Cordel Joseense n.43 -


Como vai, meu caro amigo?
Bom leitor, prezado ouvinte,
pra você que está comigo
o negócio é o seguinte:
sem cair no passadismo,
vou falar do Modernismo
que vem do século vinte.

Quem achar este cordel,
se for um sujeito esperto,
para falar do caminho
pelo Modernismo aberto,
peça apoio pra Cultura,
faça show, peça e leitura,
conte a história como é certo.

(...)

P. R. Barja

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cordel novo a caminho...


Segue o esboço inicial para a capa de um novo Cordel Joseense cuja história, na verdade, começou a ser escrita há 90 anos... 


Saudações cordelísticas e até breve!
P.R.Barja

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A força da mulher na sociedade


(uma contribuição dos Cordéis Joseenses para a Marcha das Vadias - S.J.dos Campos, 2012)


Ao ver que uma mulher comandaria
o voo em que iria viajar,
um homem no avião pôs-se a falar
que desse jeito não viajaria!
Nervoso, o cara fez tal baixaria
que foi vaiado e expulso do avião;
ficou assim, com a cara no chão
depois do gesto besta e impensado
- Há muito tempo já ficou provado
  que o preconceito nunca tem razão!

A nossa sociedade quer mudar:
já tem até mulher na Presidência!
Porém, ainda existe violência,
assédio e opressão – têm que acabar!
Pergunto agora e não vou me calar:
se ao homem não se nega
a liberdade
pra ir e vir como tiver vontade,
por que mulher é sempre censurada?
- Há muito tempo já está demonstrada
  a força da mulher na sociedade!

Machismo, meu irmão, é coisa triste:
não cabe num país modernizado.
Por mais que as coisas tenham melhorado,
o fato é que o machismo ainda existe!
Pra todos nós, é bom que se conquiste
respeito por igual, pra ser feliz!
Salário equivalente: ator e atriz
vão juntos para o palco e dão o show
- Há muito tempo já se demonstrou
  a força da mulher nesse país!


P.R.Barja
(com orgulho da juventude joseense!)
para a "Marcha das Vadias"
de São José dos Campos,
sábado, 26/05/2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Décimas para Zenilda

 
Às vezes sinto a paz ameaçada
ao escutar discursos e sermões;
mas sei, também, dar belos safanões
em quem critica muito e não faz nada...
Eu tenho a alma desassossegada,
por isso é que festejo a ALEGRIA
que sinto ao receber toda POESIA
que chega dessa amiga tão valente:
Zenilda é verso puro, minha gente,

e vale muito mais que academia!

Mantemos nossos braços sempre abertos
pra Lua, companheira de jornada
que junto às flores faz sua morada,
enchendo de alfazema até os desertos.
Aos invejosos, digo: fiquem certos
de que essa minha amiga, todo dia
conduz a VIDA assim, com maestria,
é doce e não a quero diferente:

Zenilda é verso puro, minha gente,
e vale muito mais que academia!

P.R.Barja

domingo, 20 de maio de 2012

Purgatório em Procissão - lançamento


No último dia 19 de maio, foi feita a leitura inaugural do Cordel Joseense "Purgatório em Procissão", na programação da Rádio Aguapé, organizada por Cesar Pope aos sábados de maio na Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos.

Lançamento do Cordel Joseense n.41, na Praça Afonso Pena

Seguem as estrofes iniciais do cordel:

PURGATÓRIO EM PROCISSÃO
(Deus e o Diabo na terra dos homens)

Esse caso interessante
inda vai ficar notório:
é a história do que houve
quando o próprio Purgatório
ficou cheio - cheio mesmo! -
de gente vagando a esmo
por esse reino ilusório.
  
No dia em que o Purgatório
alcançou a lotação,
começou por todo lado
a mesma reclamação:
"Na Terra e aqui de novo,
quem se espreme é sempre o povo,
pela força da opressão!"

(...)
P. R. Barja

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cordel Joseense n.41 - Purgatório em Procissão


Já foi para a gráfica o Cordel Joseense n.41, com capa feita a partir de uma xilogravura do amigo e parceiro Dalmo Sérgio:


Depois de vários Cordéis Joseenses falando sobre Céu e Inferno, já estava mais que na hora de escrever sobre o Purgatório...
Não percam!

domingo, 6 de maio de 2012

Cordel-rap do Teatro Invertido

São José dos Campos, 2012: aqui deveria haver um teatro

Parabéns ao prefeito
Nessa data INVERTIDA
Muita obra embargada
Muita verba indevida

Tá fazendo 4 anos
Tá fazendo aniversário
Que o teatro prometido
Foi nascendo ao contrário
A promessa do prefeito
É um furo milionário

Quanto ao Benedito Alves*,
O teatro no Banhado,
Fazem mais de 8 anos
Que o teatro tá fechado
E o Mané** que prometeu
“Ficha Suja” foi julgado

Tá na hora, tá na hora
De dizer uma verdade:
Tem que ter casa e cultura,
Inverter prioridade!
Chega de gastar dinheiro
Maquiando essa cidade!
 
* - Cine-Teatro Benedito Alves, com reabertura prometida para 2003 e fechado até hoje;
** - referência ao ex-prefeito Emanoel Fernandes
P. R. Barja

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cordel do Pinheirinho (texto integral)


(Obs.: o texto foi escrito logo após a invasão policial no bairro Pinheirinho, de São José dos Campos, que aguardava regularização. Reitero que não é de nosso interesse criticar organizações e/ou pessoas que "aprovem" ou "desaprovem" o texto em si. Apenas acredito na literatura, e no cordel em particular, como forma de expressão democrática e libertária. Com vocês, o texto:)

CORDEL  DO  PINHEIRINHO

Moro em São José dos Campos
- Campos de Concentração.
Para o rico, tem de tudo;
para o pobre, humilhação:
mesmo quem trabalha muito
é chamado de ladrão.

Muita gente lê notícia
que já chega censurada;
pela tela da TV
acaba sendo enganada
e a verdade, minha gente,
precisa ser relatada.

Vou falar do Pinheirinho
e dos fatos que conheço:
dessa gente tão sofrida
que perdeu seu endereço.
Para não ser leviano,
vou contar desde o começo.

A família de alemães
que era dona do terreno
e tinha um temperamento
reservado, até sereno,
foi todinha assassinada
deixando um mistério pleno:

Será mesmo que assassinos
vieram só pra roubar
o dinheiro que a família
poderia ali guardar,
ou visavam o terreno
para dele se apossar?

Como não havia herdeiros,
ficou tudo pro Estado,
mas, 12 anos depois,
um fato mal explicado:
Naji Nahas virou dono
do terreno abandonado.

Mas, por mais de 20 anos,
Nahas nada construiu
no terreno que a “Selecta”,
sua empresa, assumiu.
Também não pagou impostos
e sua empresa faliu!

Faliu porque Naji Nahas
emitiu cheques sem fundo
e na Bolsa de Valores
prejudicou meio mundo,
deixando assim no mercado
um rombo muito profundo.

O terreno Pinheirinho
seguia sem ter ninguém.
Só mesmo em 2004
chegou gente ali - mas quem?
Trabalhadores sem teto,
gente assim, que pouco tem.

Gente, porém, com vontade
de viver e trabalhar;
com desejo de uma casa
muito simples pra morar.
Só queriam ser felizes,
sem ninguém atrapalhar.

Temos que lembrar agora
nossa Constituição,
pois nenhuma propriedade
pode ficar sem função
social; caso contrário,
vem desapropriação.

Com o povo, enfim, a terra
tinha função social,
porém essa ocupação
ainda era ilegal:
o governo precisava
manifestar-se, afinal.

Passaram-se 8 anos
e a ocupação cresceu.
Prefeito? Governador?
Nenhum deles resolveu
e a “Justiça Estadual”
nessa hora apareceu.

Mandou devolver as terras
para o especulador
preso por formar quadrilha
e também sonegador;
Nahas era assim, mas teve
a juiza a seu favor!

Essa decisão estranha
aterrorizou o povo
mas a juiza dizia
que somente um “fato novo”
mudaria a decisão,
sendo de Colombo um ovo.

O Governo Federal
propôs então ao prefeito
desapropriar a terra,
pois seria esse o jeito
de evitar a violência,
fazendo tudo direito.

Mas o que não se esperava
aconteceu nessa hora,
pois o prefeito sumiu
- simplesmente foi-se embora -
e o que se viu em seguida
a gente lembra e já chora.

Em 22 de janeiro
de 2012, às 6,
a polícia militar
invadiu, vejam vocês,
as terras do Pinheirinho
e o massacre assim se fez.

Foram bombas, muitas bombas
e também gás de pimenta;
centenas de tiros dados
contra o povo – quem aguenta?
Repressão ao cidadão:
ação brutal e violenta.

Mais de 5000 pessoas:
multidão desabrigada.
Gente simples, cuja vida
foi vilmente destroçada.
Teve a casa destruída:
tinha pouco; não tem nada.

Abrigados em ginásios,
numa igreja, numa tenda,
agredidos e humilhados
numa ação cruel e horrenda.
Por mais que eu tente entender,
não conheço quem entenda.

O governador do Estado,
em meio à calamidade,
declarou, muito tranquilo,
pra toda sociedade:
“Dou aluguel social,
 mas preservo propriedade.”

O tal “dono do terreno”
e a juiza, sem demora,
mostraram-se satisfeitos,
estão rindo até agora
- mas, enquanto um ladrão ri,
  tem muita gente que chora.

Meu povo: será que a vida
vale menos que o dinheiro?
Um bandido milionário
vale mais que um povo inteiro?
E a justiça, onde se esconde?
Qual é o seu paradeiro?


P inheirinho ainda existe;
R esiste dentro de nós.
B ravamente, Pinheirinho
A ssimila dor atroz,
R asga o nosso coração,
J ustifica ocupação,
A limenta nossa voz.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cordéis na Mantiqueira - pela democratização da literatura


No final de maio, os Cordéis Joseenses participam do Festival de Mantiqueira de Literatura, que ocorre anualmente em São Francisco Xavier. Teremos, na tarde do dia 26/5, bate-papo e lançamento dos folhetos "O Sujeito que Vendia..." e "Sonetos de Amor e Cuidados". Quanto ao "Cordel do Pinheirinho", também inscrito para lançamento no evento, sua inscrição foi recusada pela organização.

Certamente isto se deve ao fato de ser um cordel que assume uma posição claramente contrária à do Governo do Estado de SP na questão Pinheirinho. Aos que possam alegar que a obra foi recusada simplesmente por ter "qualquer" conotação política, gostaria de deixar registrado o uso de dois pesos e duas medidas. Isso porque, em 2011, foi feito no mesmo evento (e no mesmo espaço) o lançamento de um livro que ofendia a presidente Dilma de modo bastante vulgar. E isso foi permitido, claro, em nome da democracia. O interessante é que o tal livro de trovas não apresentava crítica política: apenas ofendia, mesmo!
"Cordel do Pinheirinho" questiona o uso do aparato policial do Estado de SP contra os cidadãos - mas em nenhum momento ofende quem quer que seja. Por isso, faremos a leitura do cordel na praça de São Francisco Xavier ou onde seja possível. Não será um "ato oficial", naturalmente, pois temos que respeitar a organização do Festival, à qual nos submetemos ao inscrever as obras. Trata-se apenas de viabilizar a possilidade de que o público tenha contato com a obra em si - e possa fazer seu próprio julgamento, livremente.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Festival Alternativo - SJC, 2012


   O fim de semana de 21 e 22 de abril de 2012 foi realmente de Descobrimento... foi maravilhoso participar do I Festival Alternativo do Vale Encantado! Seguem alguns registros da participação dos Cordéis Joseenses no evento:
Começando com adivinhas para crianças: DE QUE BICHO ESTOU FALANDO?
Depois, O DIABO CASAMENTEIRO...
Papeando sobre os cordéis com a moçada
Sempre é legal trocar ideias com gente boa



Domingo de manhã, a formação improvisada do trio com Marcelo e Arthur,
para apresentar o Cordel Joseense...

... O SUJEITO QUE VENDIA ATÉ BOSTA ENGARRAFADA!

Muito bom passar o fim de semana nesse astral - valeu, pessoal! Até a próxima!

Pra ver o álbum completo no Facebook:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Escolhidos pela moçada


Dia de muito trabalho e muita felicidade... uma experiência muito boa: hoje participei da Feira de Literatura do colégio Monteiro Lobato, onde fui fazer uma apresentação sobre cordéis para 3 turmas de alunos e, na hora de escolher os cordéis para apresentação, os próprios alunos fizeram a seguinte escolha:




e aí veio a surpresa que me deixou muito orgulhoso dessa moçada:


A terceira turma escolheu um cordel sobre o Pinheirinho! Fiz a leitura diante dos alunos e professores, em parceria com uma aluna que conheci na hora, a Beatriz. O mais legal foi isso: partiu da própria moçada o interesse em ouvir sobre o tema. Por isso é que eu digo: ninguém deve menosprezar a juventude... valeu, pessoal!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cordel como trabalho escolar


Prezados, trago aqui minha modesta contribuição a uma discussão importante iniciada pelo grande Marcos Mairton no blog "Mundo Cordel", que vale uma visita - aliás, muitas.
   Trata-se da questão "Cordel como trabalho escolar" - e, associada a esta, a ideia de realizar oficinas de cordel.
   Acho que oficina de cordel é sempre válida, no que se refere à motivação para conhecer mais essa arte. Permite despertar o interesse por este tipo de literatura, para que se leia e pesquise cada vez mais o cordel. "Formar bons cordelistas" é algo que nem a melhor oficina deve ter a pretensão de fazer, pois seria o análogo de dizer que uma escolinha de futebol forma bons jogadores, o que depende muito mais do material humano que da própria oficina ou escola.
   Dito isso, vamos à escola propriamente dita: acho que o aspecto lúdico é mesmo essencial no cordel para crianças; pressionar ou "forçar" crianças para que criem cordel é algo complicado, pois tudo que vira obrigação perde o charme para a criança (e para a maioria dos adultos também).
   Penso que o professor deve ter sensibilidade para deixar fluir o caráter lúdico da iniciativa. A criança tem que sentir vontade de ler, curtir cordel e, se for o caso, fazer o seu. Nesse sentido, quero deixar registrado que já vi professoras fazendo muito bem esse trabalho de incentivo ao mergulho lúdico no universo do cordel - o que é particularmente importante por aqui, no Sudeste, onde muita gente está ainda descobrindo este tipo de literatura.

domingo, 25 de março de 2012

"Visita de Patativa..." - Primeira leitura


  A primeira leitura pública do cordel "Visita de Patativa ao Povo do Pinheirinho" ocorreu no sábado, dia 24/03/2012, no Parque Vicentina Aranha, a convite da querida amiga Zenilda Lua, no sarau em parceria dela com Zé Ernesto (que adorei conhecer).
  Nossa amiga Idiane Dias registrou o momento, que compartilho aqui no blog:


P.S.: a segunda leitura pública foi feita no Parque Santos Dumont, na tarde de 25/03.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Visita de Patativa... (3)


(Cordel Joseense n.40)

(...)

Vagando sem tê um teto
numa selva de concreto
o povo busca um caminho;
foi isso que aconteceu
e foi assim que nasceu,
em São José, Pinheirinho.

A gente nunca foi rico:
nossa riqueza, eu exprico,
era outra, diferente;
riqueza de todos nóis
era o trabaio, era a voz
e o amô da nossa gente.

(...)
 
 
* LANÇAMENTO: Dia 25/março (domingo), às 15h,
no quiosque maior do Parque Santos Dumont, em São José dos Campos (SP)

domingo, 18 de março de 2012

Visita de Patativa... (2)

(Cordel Joseense n.40)

Mas não vô fazê discurso:
vô com meu pouco recurso
contá uma triste história;
o podê da otoridade
derruba casa à vontade
mas não derruba a memória.

(...)

sábado, 17 de março de 2012

Visita de Patativa... (1)

(Cordel Joseense n.40)


Eu mal sei fazê cordel;
mesmo assim desci do céu
pra fazê denúncia viva;
desde que nasci eu luto,
sô um poeta matuto
e meu nome é Patativa.

Vim trazê minha amizade,
prestá solidariedade
a uma gente tão sofrida
que hoje vive na saudade
e passa dificuldade
como eu já passei na vida.

(...)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Para nunca esquecer


     Já foi para a gráfica o Cordel Joseense n.40, que conta a visita de Patativa do Assaré ao povo do bairro do Pinheirinho. Para quem não sabe, o Pinheirinho era um terreno de São José dos Campos que estava abandonado há mais de 20 anos quando começou a ser ocupado por famílias carentes, em 2004. O bairro chegou a ter mais de 1600 famílias cadastradas e, de acordo com entrevista do prefeito Eduardo Cury em agosto/2011, caminhava para a regularização, quando sofreu uma invasão policial na madrugada do domingo, 22 de janeiro de 2012.
     Nesta data, numa operação arbitrária comandada pelo governador Alckmin (chefe da PM), com apoio do prefeito Cury (que ofereceu o apoio da Guarda Civil Municipal), cerca de 2000 policiais militares expulsaram toda a população do bairro. A PM utilizou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha ad libitum. A Guarda Civil Municipal, armas de fogo. Foram atingidas crianças, jovens, adultos e idosos, além de centenas de animais de estimação. Nos dias seguintes, todas as casas do bairro foram destruídas.
     A alegação para tudo isso: o terreno seria propriedade do sr. Naji Nahas - megaespeculador condenado na justiça por diversos crimes, com prisão decretada em 2007.
     Acreditamos que essa história deva ser contada, sempre - pois só assim poderemos garantir que nunca venha a se repetir.
     Nos próximos dias, algumas estrofes do Cordel Joseense n.40 serão publicadas aqui e no Facebook; a partir do final de março, com sua publicação, o folheto Visita de Patativa ao Povo do Pinheirinho torna-se mais uma iniciativa* para lembrar uma triste história que não pode ser esquecida.

* ao lado do Cordel do Pinheirinho (n.39)

terça-feira, 6 de março de 2012

Sextilha de aniversário


Ao Danilo Cavalcante
pelo seu aniversário
eu queria dar presente
mas estou "sem numerário"
então mando os parabéns
no meu verso libertário

 - Felicidades, Danilo! Saudações cordelísticas,
 P.R.Barja

quinta-feira, 1 de março de 2012

Cordel Joseense n.40 (em construção)


Já está pronta a capa daquele que provavelmente será o Cordel Joseense n.40. Mais uma vez, o autor da (bela) xilogravura é Aron dos Santos:


O texto, ainda em preparação, retoma e reforça a questão do Pinheirinho. Será minha primeira experiência com a "poesia matuta" levada ao seu máximo pelo grande Patativa, aqui homenageado.
Saudações cordelísticas e até breve (espero),
Paulo Barja

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Novidades à vista!


Quatro Cordéis Joseenses acabam de sair da gráfica lá em SP. São eles:

- A Lenda do Galo
- Olho Vivo!
- Adivinhas Variadas
   e
- Um Passeio Especial

Destes, a Lenda do Galo tem mais uma belíssima capa do Aron, e dois (Adivinhas Variadas e Um Passeio Especial) tem capas da querida Bebel.
Agora é só ir lá pra SP buscar...