Nossa homenagem em cordel à vereadora Marielle (PSOL/RJ), brutalmente assassinada durante a intervenção federal/militar no Rio de Janeiro, após denunciar seguidas violências cometidas contra a população mais humilde, no contexto da intervenção.
Criados por Paulo Barja, os "cordéis joseenses" tratam de histórias e temas diversos, como educação ambiental, política e saúde, incluindo adivinhas e fábulas para crianças de todas as idades. Compostos nas várias formas poéticas do cordel, os folhetos tem por base a mesma proposta: são textos curtos, escritos em linguagem simples, visando uma leitura em voz alta que fale direto ao ouvinte.
quinta-feira, 15 de março de 2018
sábado, 17 de fevereiro de 2018
No cordel mando meu grito: INTERVENÇÃO É O CACETE!
(décimas de cordel para questionar e combater a intervenção federal/militar no RJ)
Mostra o Rio de Janeiro
com seu samba lá do morro
que recusa o mau socorro
do vampiro interesseiro.
Previdência ou pardieiro?
Com certeza, sem mistério,
vamos mostrar como é sério
este valor: LIBERDADE.
Segurança de verdade
não se faz com Ministério!
Caos em pleno carnaval?
Essa treta é planejada
e a mídia segue comprada:
alega ser bem normal
a intervenção federal,
pois segurança é importante...
O golpista meliante,
com grana e bomba na mão,
parte pra intimidação
achando que se garante.
Verdade (mal) escondida:
traficante ri sozinho
se o governo faz showzinho
com as tropas na avenida.
A droga é sempre vendida!
Não queremos cacetete
nem fuzil, nem capacete
para intimidar o povo.
Esse enredo não é novo...
Intervenção é o cacete!
Pra ditadura desnuda,
isso é só mais um ensaio,
mas nessa história não caio:
intervenção não ajuda!
Jogo de cena não muda
a realidade inteira:
governo arma ratoeira
e as pulgas seguem contentes.
Pede-se ações diferentes
para a nação brasileira!
A nossa sociedade
quer de volta a Educação
que foi parar no lixão
ou passa necessidade.
Em toda e qualquer cidade,
o combate à violência
requer mais inteligência:
a receita universal
é a INCLUSÃO SOCIAL
- tudo o mais é vã demência.
Paulo Roxo Barja
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
CJ 81 - Cordel das Superstições...
Saindo do forno, com lançamento ainda em fev/2018, o Cordel Joseense 81:
Vamos fazer um cordel
cheio de superstição:
sempre tem uns que acreditam,
outros já dizem que não;
tem quem aceite na boa e
quem provoque discussão (...)
Vendas & encomendas pelo tel. (12) 99129-3335
sábado, 10 de fevereiro de 2018
Décima com o mote: Tudo isso, a meu ver, é Poesia
(mote fornecido por Moreira de Acopiara)
O suor produzido no trabalho;
o arco-íris que sai depois da chuva;
o perfume que vem do cacho de uva;
o trinado emitido lá do galho;
as crianças brincando no assoalho;
os adultos que creem numa utopia;
a passista que samba noite e dia;
as mãos firmes da boa cozinheira;
cada banca de fruta numa feira
- TUDO ISSO, A MEU VER, É POESIA.
P.R.Barja
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
CJ 80 - #contragolpe
Prezados,
devido à conjunção de duas circunstâncias (a situação do país e o fato de completar 80 Cordéis Joseenses publicados), o CJ 80 não será "impresso e vendido", e sim "virtual e enviado gratuitamente em formato pdf". Solicite sua cópia gratuita pelo email:
prbarja@gmail.com
Segue a capa e o trecho final do cordel:
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
sábado, 21 de outubro de 2017
CJ 78 - FEAU faz 50 anos olhando para o futuro
No dia 23/10/17, às 19h, na abertura da SEAU (Semana de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo) na UNIVAP Urbanova, ocorre o lançamento do Cordel Joseense 78, que contextualiza e conta a história da FEAU. A ilustração da capa é de Cláudia Regina Lemes e o cordel, que conta a história da FEAU, será distribuído a todos os participantes do evento:
domingo, 3 de setembro de 2017
Décimas de cordel sobre o Encontro Piraquaras (Pindamonhangaba, 1 a 3 de setembro de 2017)
A praça tem wifi mas não tem banco.
Se o povo limpa, a prefeitura briga.
Parece que o Poder deseja intriga
e a gente, se tropeça, leva tranco.
Não pode ser mais só "preto no branco":
precisa haver mais cor, diversidade!
A nossa voz também é a cidade;
nenhum governo pode nos calar.
e a gente tem mais força pra falar
quando é cardume, que é comunidade.
Só pode encontrar mesmo seu caminho
aquele que na vida se perdeu.
O povo brasileiro se fodeu
mas segue a lida assim, com flor e espinho.
Um coletivo nunca está sozinho
e vários juntos são constelação.
Seguimos com afeto e união
trocando experiências e vontade.
Queremos ocupar tudo, é verdade
- até a cabeça, com LIBERTAÇÃO!
P.R.Barja
sexta-feira, 7 de julho de 2017
CJ 76 - VASTIDÃO INTERIOR (ao vivo)
No final de junho/2017, fui chamado a colaborar com a programação "Fora da Caixa", do Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos. Minha tarefa era desafiadora: eu deveria acompanhar o bate papo com os autores Paulo Freire e Tenório Cavalcanti e fazer inserções poéticas na forma de cordel, compondo em tempo real um folheto sobre o encontro. Nasceu aí o Cordel Joseense 76 (clique no link abaixo para conhecer o texto na íntegra):
![]() |
| Começando os trabalhos, na Sala de Leitura Reginaldo Poeta |
![]() |
| A cada duas páginas finalizadas, era feita a leitura em voz alta |
![]() |
| Todos atentos ouvindo Paulo Freire e Tenório Cavalcanti |
![]() |
| Capa do Cordel Joseense 76 |
terça-feira, 27 de junho de 2017
sábado, 24 de junho de 2017
CJ 75 - Um Cordel a Carolina
Boas novas!
O Cordel Joseense 75 está saindo... em formato de livro ilustrado!
O livro conta a história da escritora Carolina Maria de Jesus e as ilustrações foram produzidas a partir de quadros de Claudia Regina Lemes.
Teremos lançamento dia 13/7, às 19h, no Parque Vicentina Aranha (São José dos Campos) - e estamos acertando outras cidades e locais.
A todos os que acompanham a trajetória dos Cordéis Joseenses, nosso muito obrigado!
P.R.Barja
sexta-feira, 19 de maio de 2017
CJ 74 - BELCHIOR, eis o meu nome
Sou trovador desde o berço
mas também já passei fome.
Sucesso é coisa fugaz
que chega, mas logo some.
Apresento-me a vocês:
Belchior, eis o meu nome.
Sou apenas um rapaz
tão latinoamericano
quanto Victor Jara e Fito,
Guevara e mestre Galeano,
Mercedes e Violeta,
Bethânia, Gil e Caetano.
Nasci lá no Ceará,
onde, ouvindo repentistas,
logo virei cantador
e me juntei aos artistas
nas feiras, rodas e bares,
até ganhar novas pistas
(segue...)
Paulo Barja
CJ 73 - Julgamento & Testamento de Temer Iscariotes
Satanás:
Boa tarde, meus senhores:
sei que a data é santa, mas
vim aqui numa missão
bem certeira e contumaz.
É chegada a hora e vez.
Apresento-me a vocês:
o meu nome é Satanás.
Presido aqui o julgamento
de um indivíduo sem dotes
que na Terra aprontou muito:
carregou muitos malotes...
Talvez vocês o conheçam
e dele se compadeçam:
eis... Temer Iscariotes!
Começando o julgamento,
pois é esse nosso assunto,
já que tua Carne Fraca
não serve nem pra presunto,
escuta bem e responda
sem enrolação nem onda
o que agora eu te pergunto:
Do golpe que perpetraste
vais alegar inocência?
E o que dizer da Reforma
do Ensino e da Previdência?
Fizeste só por dinheiro
ou pra sentar o traseiro
no trono da Presidência?
Temer Iscariotes:
Que foi golpe, todos sabem;
isso é coisa que não nego.
Mas tenho motivo justo
e só não vê quem é cego:
num democrático pleito
eu jamais seria eleito...
no seu nariz isso esfrego!
Satanás:
Foste o intruso maldito
no rubro céu estrelado:
filho de Cruz Credo e Judas,
sujeitim dissimulado...
Mas o cheque de um milhão
para a Dilma não foi não:
foi pra você, seu safado!
T.Iscariotes:
Nisso não vejo problema
e não mereço o braseiro.
Satanás: a corrupção
está no Brasil inteiro...
FH - não lembra não? -
comprou sua reeleição
com sacolas de dinheiro!
Satanás:
E as missivas que mandaste à
Presidenta: só queixume!
Ali, tua falsidade
com certeza foi ao cume
e eu confesso, vou dizer,
tô doidinho pra saber:
tua mulher teve ciúme?
T.Iscariotes:
Nem ciúme nem remorso:
não me incomode no esquife.
A senhora Iscariotes
vive bem, come bom bife.
Ela tem tudo que quer...
Cunha e eu temos mulher
que é perua, mas de grife!
Satanás:
Deste almoço a mafiosos,
empregaste até ladrão;
foste o exemplo perfeito
de uma podre corrupção.
Se não quer se defender,
eu te aconselho a fazer
humilde retratação...
T.Iscariotes:
Sei que, no meu ministério,
muito ladrão empreguei;
se o Maluf posa de honesto,
isso é culpa minha, eu sei.
Mas algo aqui me redime:
quase nada disso é crime,
pois as leis eu já mudei!
Satanás anuncia o veredito:
Cara de pau! É bem claro
que teu crime foi doloso!
Julgamento, nesses casos,
é mais rápido e gozozo...
Não tente me subornar:
a recatada e do lar
já é minha, seu feioso!
Cá do alto da experiência
que em eras acumulei,
és um caso inigualável
como poucos eu julguei.
Ouve agora, sem um grito:
dou por encerrado o rito
e a pena anunciarei.
É opinião deste juri
soberano, irretocável,
que esse novo Iscariotes
claramente é condenável:
vai cumprir martírio eterno,
SEM SE APOSENTAR, no Inferno,
de modo inafiançável!
Cá embaixo já tem amigos
e parceiros de contrato:
muita gente de amarelo
da cabeça até o sapato,
sem contar a grande lista
daqueles que, na Paulista,
pagaram o Grande Pato!
Receberei novo hóspede
com uma festa caliente
onde ele vai conhecer
o meu famoso tridente
tomara que se sacie
por milênios e aprecie
sem querer ranger o dente!
Aos meus amigos demônios,
peço colaboração,
pois o novo morador
merece celebração:
fez do Brasil um inferno!
Cá terá trabalho eterno.
Bem merece a malhação!
Porém, antes que comece
seu infindável tormento,
há uma coisa imprescindível
que não tarda um só momento.
Ordeno então: seja fato.
Que a fase final do ato
seja assim seu TESTAMENTO!
Testamento do condenado
Aos quinze dias de abril
de dois mil e dezessete,
na cidade de São Paulo
de Piratininga, o set
é o Largo da Batata,
onde o que é mau se desata
nem que chova canivete.
Fui chamado a trabalhar
e por isso compareço:
eu, Satanás, Tabelião
do Ofício sem Endereço
lá da Comarca do Inferno,
onde muitos usam terno
mas ninguém merece apreço.
Perante mim comparece
Temer Iscariotes, réu
desprovido de caráter
(que já foi pro beleléu);
vem de família esquizoide:
Iscariotes Lumbricóide
sem esperança de céu...
Entre juras de amizade,
traição, golpe, tormento,
desfaçatez e saudade,
lança aqui seu testamento
sem temer desagradar
os capangas a aguardar
ansiosos tal momento.
Perante vós, testemunhas
desta solene ocasião;
também na presença ilustre
de parceiros de traição,
Iscariotes brasileiro
diz quem vira seu herdeiro
e quem vai lamber sabão:
T. Iscariotes:
– Eu, Temer Iscariotes,
Judas desclassificado,
disponho aqui sobre tudo
que amealhei no Estado.
Dar-vos-ei conta, ó chifrudo,
sem temer ser linguarudo:
ponho escrúpulos de lado
Deixo a Marcela Iscariotes
colher de prata e panela,
uma grana para as compras
e também uma tabela
para conferir os preços,
especialidade dela.
Do Cu-Cunha não me esqueço:
foi parceiro sem temer.
A grana ele ainda tem,
mas cagou-se ao perceber
que tinha ficado nu:
foi preso! Salvo seu cu
deixando as calças pra ele.
Deixo ao Fungador Aecius,
cem caixas de Novalgina,
pois manter um helicóptero
e ter que fazer faxina
dá muita dor de cabeça
- ainda mais com cocaína.
Para Dilma Roussefovsky
não deixo nada, nadinha:
nenhum cargo no governo
e nenhuma moedinha.
Fez pouco caso de mim?
Que se vire então sozinha!
Para os pobres também: nada!
Nem sequer um quinhãozinho,
pois tudo que eu possuía
vou passar pro Michelzinho,
pra que se aposente cedo,
bem como o pai, igualzinho.
Tenho ainda as oferendas
a quem me patrocinou:
a gangue lá dos States
que gosta de fazer show
e, na maior cara dura,
nosso petróleo levou.
Para meu parceiro ilustre,
o nobre senhor Dinheiro
(que falta que ele me faz
quando bate o desespero!)
deixo a dívida aumentada
desse país por inteiro.
Pra malfadada Esperança,
deixo labuta dobrada
pra poder se aposentar
só em idade avançada
- mas isso se antes a Morte
não lhe der sua foiçada.
O que sobrou do Brasil
fica a ser privatizado:
por isso mesmo é que eu fiz
tudo ser sucateado.
Parte do lucro da venda
vai pra Câmara e Senado.
Na verdade eu governei
na palavra do Senhor,
mas era o senhor de terras,
o empresário ditador,
o juiz comprado fácil
e o banqueiro usurpador.
Para o Povo Brasileiro,
seja da roça ou cidade,
nada deixo de valor:
que provem minha maldade!
Já perderam os direitos
e até mesmo a dignidade!
Se alguém quiser reclamar,
vai saber o que é desgraça:
deixo sem festa e sem dança!
Pra acabar, só de pirraça
eu baixo um decreto póstumo
proibindo a cachaça!
Esse povo preguiçoso
já não quer se escravizar,
gosta de samba e cachaça,
vive sempre a improvisar,
mas eu já tenho a medida
pra isso tudo se ajeitar:
vou proibir até água
e tudo vou censurar.
Crise hídrica de verdade
essa gente vai passar,
pois vou vetar a cachaça:
com sede eles vão ficar...
Só assim terei sossego
sem ninguém me incomodar.
Quer passear? Vá ao shopping,
esse sim é um bom lugar.
Não tenho saco pra gente
que a rua quer ocupar!
Deveras desagradável
essa gente que protesta
e despreza um presidente
que vai ter chifre na testa.
Comemoram muito agora
pois chegou a minha hora,
mas o povo é que não presta!
Essa gente aí do samba
não respeita autoridade:
dizem que fui presidente
sem ter legitimidade...
O golpe foi tucanóide!
Vão atrás deles agora!
Só de ouvir a bateria
eu já começo a tremer:
lembro que não tenho voto
nem quem vá me defender!
Satanás tá do meu lado,
mas tridente é de doer.
Pra sambistas direi sempre:
Vá de retro, arrastão!
Vão se meter na política
para acordar o povão?
Vocês só querem folia
e apreciam confusão.
Querem cantar sobre tudo,
fazer crítica... não dá!
Samba assim é perigoso,
mudem essa letra já!
Não citem o juiz Morus
nem meu parceiro Jucá...
Esqueçam cargo pro Serra
e conversa com Gilmar,
esqueçam pato do Skaf
que ajudamos a inflar
e (ai meu Deus) o MBL
não queiram nem comentar...
Eu fui um rei ruim e fraco
fraco mesmo de dar dó.
Vivi com medo de tudo;
fiz o que mandaram, só...
Não precisa fazer samba
pra desatar esse nó.
Nem pensem em vir pra rua
com instrumento na mão:
não é um bando de sambista
que vai ensinar lição.
O povo nem quer saber
que a gente é ruim de doer:
NÃO FAÇAM REVOLUÇÃO!
Saio daqui condenado,
tão fajuto como entrei;
logo vou virar carvão
e esquecerão que fui rei.
Eis a RODA DA FORTUNA!
Mas eu nem acho que errei...
Preciso reconhecer:
fui capacho sem igual,
medíocre, subalterno,
servente do capital.
Tô lascado e vão vocês
começar o Carnaval...!!!
sábado, 25 de março de 2017
CJ 72 - Eu TAMBÉM defendo a UENF
Em contato com amigos queridos que são professores da UENF, surgiu a ideia de construir um cordel para registrar a história e o momento daquela instituição. Assim, os Cordéis Joseenses somam-se à luta pela valorização da UENF e de todos os trabalhadores universitários: #UENFresiste!
História, muitos
o dizem,
existe é pra se
contar,
mas também pode
servir
para
conscientizar;
o que vou contar
agora
vai fazer você,
na hora,
a nossa causa
apoiar.
Essa História
começou
com a Constituição
Estadual de 89,
que previa a
criação
de uma
universidade
em Campos e
outras cidades
- isso não foi
fácil, não...!
Muita gente se
esforçou,
gerando até
alarido:
milhares de
assinaturas
embasaram o
pedido
que a Assembleia
aprovou
e o governo
sancionou
- conquista do
povo unido!
Uma universidade
estadual
nasceria:
era a Norte
Fluminense,
razão dessa
cantoria.
A década de 90
começava assim
sedenta
de Ciência e
melhoria.
Com a eleição de
Brizola
para o governo do
Rio,
o projeto da UENF
grande impulso
conseguiu
com mestre Darcy
Ribeiro,
espírito
pioneiro,
grande orgulho do
Brasil.
Darcy tinha no
currículo
a grande UnB
e outras
universidades
que até hoje a
gente vê
pela América
Latina
com pesquisa e
disciplina,
eu garanto pra
você.
Darcy, muito
experiente,
abraçou o
desafio;
criar, projetar a
UENF
mexeu demais com
seu brio
e ele fez, com
grande afeto,
seu mais radical
projeto
aqui mesmo, no
Brasil.
“Um modelo
inovador”,
nisso Darcy foi
enfático:
em vez de
departamentos,
laboratórios
temáticos
e
multidisciplinares,
para ampliar os
olhares
de teóricos e
práticos.
Em 92, nasceu
a Fundação
Estadual
Norte Fluminense;
tinha
uma missão sem
igual:
manter a UENF sem
falta
e implantar um
Parque de Alta
Tecnologia,
afinal.
Dentre todas do
Brasil,
foi a UENF a
pioneira
a contratar só
doutor
para ali seguir
carreira.
Pesquisa e
pós-graduação
garantem sua
posição
na educação
brasileira.
O ano de 93
é preciso
destacar:
foi quando se
iniciou
na UENF o
vestibular.
Dia 16 de
agosto...
“Cada aluno no
seu posto,
que a aula vai
começar!”
Em dezembro desse
ano,
mais uma
conquista vinha:
instalada em
palacete
doado por
Finazinha,
surge a Casa de
Cultura
em formosa
arquitetura
como ali mesmo
convinha.
No fim de 2001,
uma significativa
vitória:
autonomia
(que bom!)
administrativa
e a UENF muda seu
nome:
“Darcy Ribeiro”
não some
nunca mais:
memória viva!
A luta da
autonomia
foi de todos:
professores,
várias turmas de
estudantes,
centenas de
servidores...
Uma fase ali
findou-se;
nova etapa
iniciou-se
- novos desafios
e cores.
A UENF
consolidou-se
buscando
aproximação
com prefeituras e
agências
de fomento e
formação,
bem como
universidades,
outras tantas
entidades
e empresas, sim,
por que não?
Em 2003, a UENF
foi o Destaque do
Ano
na Iniciação
Científica:
seus bolsistas,
sem engano,
chegavam até o
mestrado
e também ao
doutorado.
Pesquisar: esse
era o plano!
Segundo o
regulamento,
a instituição a
vencer
precisava abrir
espaço
pra outras, sem
concorrer.
A UENF, já
premiada,
busca então outra
empreitada
e volta a
surpreender:
No ano de 2008,
ganha o Prêmio
Nacional
de Educação em
Direitos
Humanos.
Sensacional:
várias
organizações
reconhecem as ações
da UENF em nível
global.
Chegando 2009,
de novo a UENF,
prolífica,
ganha o Destaque
do Ano
na Iniciação
Científica,
comprovando a
excelência
do desempenho em
Ciência
e a formação
magnífica.
Por 4 anos
seguidos,
a UENF foi
colocada
numa lista das
melhores
pelo MEC
elaborada,
graças ao seu
IGC,
que eu explico
pra você
de forma
simplificada.
(É o IGC que
avalia
qualidade em
graduação
e também de toda
a pós
feita na
instituição.
Índice Geral de
Cursos
- se você prestar
concursos,
não esqueça disso
não...)
No IGC/2011,
a UENF foi a
melhor
em todo o Estado
do Rio:
isso sabemos de
cor.
E é por tanta
história boa
que essa eu luta
em nós ressoa
e nosso apoio é
maior.
Com a crise
financeira
- e política - no
Rio,
muitos problemas
vieram
e a UENF então se
viu
correndo risco
real
de prejuízo
fatal.
Cadê a verba?
Sumiu!?
Em 2016
parou de haver o
repasse
de recursos do
governo
à UENF, gerando
impasse.
Pela Norte
Fluminense
teve até
campanha: pense
e a universidade
abrace!
Ainda no mesmo
ano,
suspendeu-se
atividade
da empresa de
segurança
dentro da
universidade
por atraso em
pagamento:
é esse o maior
tormento
da atual
realidade.
Mesmo vivendo
esse drama,
o trabalho segue
em frente
com busca de
alternativas
que abram
caminhos pra gente.
No hospital
veterinário,
um exemplo
extraordinário:
arraiá
beneficente!
As ações são
mesmo muitas,
merecem
noticiário:
mesmo ocorrendo
os atrasos
em cada verba e
salário,
é tanta
iniciativa
de gente boa e ativa
que nem cabe no
inventário!
Quando a gente
tem história,
tem mais é que
resistir:
diante dos
desafios,
não podemos
desistir.
Ninguém aqui está
sozinho.
A UENF mostra o
caminho:
união para seguir!
P.R.Barja
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